Desocupados que passaram por aqui

domingo, janeiro 15, 2012

As aventuras de Cão no incrível mundo...de New York!


Estou de volta, galera!

Caramba.. Tirei férias daqui pelo o visto. Mas nada temam, pois cá estou novamente, versão 2012 revisada e melhorada, cheio de novas idéias (na verdade são idéias velhas, mas tinha preguiça de botá-las em prática).

Primeiro de tudo, feliz Natal e um feliz ano novo tudo atrasado aí.... E parabéns para o blog, que fez 2 anos em algum dia de Dezembro (até disso eu tinha esquecido).

E então, no maior clima "volta às aulas", que tal um bela redação "Como foram suas férias"?



Por volta de Agosto meu irmão (lembram que eu tenho irmão?) decidiu realizar um velho sonho dele desde que se formou, e foi fazer um curso de especialização em produção de áudio (ou algo do gênero) em nada mais nada menos do que Nova Iorque. Desde então ele tem morado por lá, e vai ficar até o fim desse ano.

E como sou muito apegado ao meu irmão, não iria conseguir ficar um ano inteiro sem o ver, então decidi fazer uma visita ao meu maninho.... Isso e por que o fato de que eu não teria que pagar estadia serviu como desculpa para uma viagem mais barata. Convenci então meu velho pai, como presente de natal + aniversário + bom comportamento (?) pagar uma passagem de ida e volta para a terra dos friends.

E então começou a primeira parte dessa aventura: tirar o visto.

Graças ao bom céu eu já tinha tirado o passaporte a um tempo atrás, senão ia ser mais dor de cabeça.  Qualquer um que já teve que tirar visto sabe que é um parto.

Primeiro tem que pagar uma taxa para preencher o formulário, depois preencher um questionário de umas 20 páginas (que inclui perguntas como "você já participou de genocídio?"), pagar outra taxa nu banco X, e depois torcer pra conseguir arranjar um dia para marcar a entrevista.

Quando deus sorri pra você e você consegue marcar a entrevista, aí você tem que ir até a embaixada, e esse é o pulo do gato. Para não enrolar muito só irei dizer que peguei um total de 6 filas, e fiquei mais de 5 horas naquele cafofo.


Mas o importante é que depois de todo esse sofrimento, e depois de conseguir tirar férias do trampo (quase arrumando briga com a chefe) já estava tudo arrumado, e era só esperar até dia 14 de Dezembro.

E para me deixar mais ansioso, minha mãe foi para lá duas semanas antes de mim, e tudo que eu ouvia era "Nova Iorque isso, Nova Iorque aquilo".

Finalmente o tão esperado dia chegou. Depois de 3 dias sem conseguir dormir direito e depois de arrumar e rearrumar a mala umas 50 vezes, lá estava eu preparado... Para 10 horas dentro de um avião.

Tirando o fato de que eu quase cheguei atrasado para o check-in e errei o portão de embarque devo dizer que a viagem rolou de boa. Tudo bem, eu tive que ficar 10 horas sentado, dormindo, assistindo filme e ouvindo música... Mas sejamos honestos: eu faria isso mesmo se eu tivesse em casa.

O único problema era a falta de espaço, mas graças a intervenção de entidades além do meu vão conhecimento, não havia ninguém sentado de nenhum dos meus lado, o que significou que eu pude ficar esparramado no espaço que seria para 3 pessoas.

Então depois de 10 horas de vôo, 3 filmes, 2 nerdcasts e umas 2 horas de sono ouvindo um loop do último CD do Strokes, cheguei em terras americanas, onde fui recepcionado pelo meu irmãozinho e pela mamãe (ela ficou duas semanas lá só com meu irmão, e iria ficar mais uma comigo também).

Minhas primeiras impressões da "Big Apple"?
UAU.. Simplesmente UAU.


Isso por que eu sempre achei que as coisas que haviam em São Paulo eram grandes e etc, mas depois de chegar no aeroporto JFK percebi que nós tupiniquins somos fichinha. O aeroporto é tão gigante que tem uma linha de trem dentro dele para as pessoas conseguirem chegar nos diferentes terminais. Acho que só ele já é maior que as cidades de uns 3 amigos meus juntas.

Mas essa minha boa primeira impressão foi um pouco manchada depois, graças ao metro da cidade. Antes eu achava que o metro de São Paulo era ruim, mas agora entendo por que dizem que o metro paulistano é um dos melhores do mundo: por que os dos outros países são horríveis.

As linhas dos trens são tudo misturadas e confusas (na mesma linha passam ás vezes 3 trens diferentes, com destinos totalmente diferentes, e ai de você se pegar o errado) e isso sem contar no estado das estações, com ratos, lixo...

Entretanto tenho que ser honesto: essa é a única reclamação que eu tenho sobre a cidade.
Nem a velha reclamação de que "americano é tudo mal educado" eu tenho....

Aliás, sobre esse assunto...

Tenho a leve impressão de que as pessoas que reclamam da falta de educação dos americanos devem ser tudo de cidades pequenas, acostumadas com um numero menor de transeuntes pelas ruas, e onde quase todo mundo se conhece e se cumprimenta. Já eu que sou de cidade grande e já tive minha dose de "Estação Sé às 6 da tarde" não senti muita diferença. Em todo o tempo que estive lá não encontrei ninguém que foi grosso (pelo menos não em um nível que eu não estivesse acostumado).

Talvez eu tenha dado sorte.. Sei lá..

Voltando:
Agora que já falei sobre a viagem de ida, e sobre minhas impressões gerais da cidade, está na hora de falar sobre tudo o que eu fiz por lá.

Durante a primeira semana lá, enquanto estava com minha mãe também, e enquanto meu irmão ainda estava tendo aula, eu e mamis acordávamos cedo, tomávamos café em um Dunkin Donnuts (onde tinha uma atendente indiana que eu não conseguia entender lhufas que ela falava) e passeávamos pelo bairro (Astoria, no Queens).


Quando meu irmão chegava em casa, íamos visitar algum ponto da cidade. Fomos no Times Square (pirei na loja do Toys R Us), Rockfeller Center (onde quase tive um orgasmo entrando na loja da Lego), Grand Central Terminal (que eu juro que já vi esse lugar em pelo menos uns 3 filmes), Jersey Gardens Mall (um super mega outlet, onde incrivelmente eu comprei muito pouca coisa), Memorial do 11 de Setembro (que achei bem tocante), e demos uma volta pelas bordas de Manhattan (onde eu tirei uma foto da estátua da liberdade beeem de longe).

E isso não foi nem metade das coisas que a gente queria fazer por lá. Faltou ir em algum museu, subir no Empire State ou no Top of the Rock, ir assistir alguma peça na Broadway... Mas como tudo isso custava uma fortuna, nos contentamos com passeios pela cidade.

Mas fiz uma coisa que custou um certa quantia de verba: assistir um jogo de futebol americano.

New York Giants contra Washington Red Skins!


Eu já fui em jogo de futebol aqui, mas não se compara em nada ao EVENTO que é um jogo de "football" na AMERICA FUCK YEAH. Pra começar pelo estádio e a chegada nele. Pra vocês terem uma noção, só o estacionamento já era tão grande que, se todos os espectadores resolvessem ir de carro, haveria lugar para parar todos os carros. E por falar em estacionamento, antes de todo mundo entrar no estádio, fica uma baita galera fazendo churrasco no porta malas dos carros, jogando bola um pro outro... Uma baita confraternização. E o mais incrível: ENTRE AS TORCIDAS. Essas briguinhas bobas que tem por aqui, de torcedores matando os do outro time, não vi nada parecido por lá.


Só para ilustrar, nas arquibancadas não havia divisão entre as torcidas. E, quando o Giants (que era o time da casa) começou a apanhar feio e os torcedores do Red Skins (minoria esmagadora) começaram a comemorar, os torcedores do Giants, ao invés de ficarem bravos e arrumarem briga (como aconteceria em 150% dos casos aqui no Brasil num jogo do tipo Corinthians X Palmeiras) começaram a rir e zoar o próprio time junto com os adversários. E ainda vieram me falar que estadosunidenses são mal-educados...


E daí que estava -5 graus? E daí que todo esse frio fez com que meu pé doesse como se ele estivesse congelado? E daí que o Giants (pra quem a gente estava torcendo) perdeu de lavada? Mesmo assim foi uma das experiências mais legais da minha vida.


Uns 2 ou 3 dias depois do jogo, minha mãe voltou para o Brasil, e só ficamos meu irmão, eu, e um amigo dele que está morando com ele por lá (e alguns dias depois a namorada dele).

Não fizemos coisas muito absurdas nesse tempo. Só o normal: acordar tarde pra caramba, ir passear em algum lugar aleatório (não visitamos quase nenhuma dos "pontos turísticos obrigatórios"), e gastar uma graninha em alguma besteira.


Então chegou o natal, e é claro que iríamos fazer uma mega super ceia (graças ao Vahalla meu irmão cozinha bem pra caramba)... Mas é claro que algo tinha que dar errado.

Uma empresa de gás/energia estava fazendo umas reformas no encanamento da rua bem em frente ao nosso prédio, e alguma merda foi feita que simplesmente cortaram o gás do prédio todo. Por um dia inteiro não houve aquecimento para a água (pra que tomar um banho quente quando a temperatura lá fora é de -2 Celsius?) e durante 1 semana ficamos sem gás pro fogão... Prazo esse em que se encontrava o bom e velho natal.

Que divertido, não? Ficar sem gás justo às vésperas do natal...
Ainda bem que apareceu uma amiga do meu irmão, que morava a um quarteirão do nosso prédio, e nos cedeu gentilmente seu fogão para que meu irmão pudesse fazer um belo risoto 4 queijos e um peruzinho delícia.

E isso cobre meu natal... E os dias seguintes continuaram no mesmo pique: sair pra comer/gastar, algumas saídas em barzinhos de noite.. E o mundo continuou a seguir seu rumo.


Chegando próximo ao ano novo, uma amiga minha, que resolveu viajar por umas 20 cidades da América toda, foi passar uns dias por lá, então resolvi encontrar com ela por lá.

Tirando que na nossa primeira tentativa de nos encontrarmos, a gente se desencontrou e ficamos um esperando pelo outro durante 4 horas, até que conseguimos passear um pouco. Mas nada que saísse muito do foco "Times Square + gastar dinheiro em alguma loja" (como por exemplo comprar U$10 em M&Ms).

Para a virada do ano, essa minha amiga planejava ficar lá na Times Square e ver todo o festival que é lá no ano novo. Como eu e meu irmão somos seres que detestam lugares exageradamente cheios, resolvemos fazer outra coisa.

Como o gás ainda não estava funcionando, fomos na casa da amiga do meu irmão (aquela que salvou a ceia de natal) e fizemos um jantar lá, junto com alguns gringos (uma coreana, um coreano, e uma francesa) que moravam com ela. Em seguida fomos em uma baladinha....

É... Vocês já podem ter uma idéia de como foi isso... Só mudar o idioma falado... Mas até que foi legalzinha.. Sobrevivi, pelo menos.


E por mais alguns dias depois continuei no esquema de acordar tarde, sair com meu irmão, jogar video game (meu irmão comprou um PS3 lá) até o dia de eu voltar para minha terra natal. Depois de uma triste despedida de meu irmão, 9 horas de viagem (das quais passei 5 dormindo, 3 lendo e 1 comendo) cheguei de volta em casa...

Agora alguns pontos para ressaltar nesse fechamento de texto:

-um atendente da Best Buy (esqueci de mencionar que me apaixonei pela Best Buy) ao pedir a carteira de identidade do meu irmão, se desculpou por seu "espanhol" não ser bom o suficiente para ele entender o que estava escrito... Ops...
-eu vi mais gente falando em coreano/japonês/chinês do que qualquer outra língua lá. Qualquer lugar que eu ia tinha pelo menos uns 5 asiáticos
-descobri que me viro tão bem no inglês quanto no português.. Não que eu seja o Sr. Fluência... É que nem em português eu me comunico bem. Tenho dificuldade pra falar (coisa que meus amigos zoam constantemente) e as vezes não entendendo bulhufas do que as pessoas estão falando pra mim. Por que em inglês seria diferente?
-fiz toda uma turnê gastronômica. Comi de tudo de tranqueira que tinha pra comer lá: MC Donalds, Wendys, Taco Bells, Subway, panquecas, pizza (a cada 2 dias a gente pedia umas duas pizzas gigantes e acabávamos ela em meia hora), comida de estádio (com direito a um lanche de carne, cebola e cheddar, e um balde de frango frito e batata), e KFC (onde fomos comer em dois, e pedimos um balde de 10 pedaços, esperando que fosse pouca coisa.. Segue foto ilustrativa:)


-tinha um canal mexicano na TV que ficava metade do dia passando Chaves
-por fim, gastei em games o equivalente ao PIB das Filipinas, em títulos que incluem Skyrim, Dark Souls e Disgaea 4... Entre outros...

Então... Se eu ficar mais uns 3 meses sem atualizar essa budega, já sabem o motivo...

Chega de escrever... Devo ter esquecido alguns acontecimentos.. Mas se mesmo assim o texto já ficou grande, imagina se eu não tivesse esquecido...

Have a nice day!

6 comentários:

  1. Wait, você comprou dark souls? (tava achando que eu tava brincando com o TL;DR!?)

    Doooooooooooooooood noooooooooooooooooooooo!

    Na boa, jogar dark souls foi o mais próximo que eu já me senti de ter sido estuprado.

    Eles eram muito numerosos, eu tentei lutar... Eu tentei... Mas eles eram tão fortes! Eles me colocaram em um canto e começaram a me penetrar! (com espadas, é claro) Eu não conseguia me mexer ! Havia sangue para todo o lado. Foi horrííííííível! Me senti tão humilhado! E eu não consigo parar de pensar que de certa forma isso tenha sido minha culpa. (eu não deveria ter ido atrás daquele baú, era obviamente uma armadilha).

    Mas anyway, que inveja cara, como eu queria poder ir lá, se bem que se tudo der certo eu vou para a Comic-Con esse ano.

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  2. TL;DR



    brincadeira...
    não posso brincar com estupro videogamístico

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  3. caramba esse texto foi grande!
    mas foi muito bom!
    e teve um gostinho todo especial ler com uma imagem minha no blog
    hauhauhuahua
    cara nas minhas férias o lugar mais interessante que eu fui foi pra um clube aquático na minha estádia no Pernambuco
    e como eu queria ir pra Comic-Con
    lá é a maior reunião de nerds do mundo!!

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  4. Beleza, você em Nova York e eu fazendo as malas pra visitar a casa dos meus tios amanhã. Maravilha!

    By the way, curti o texto pácas.

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