Desocupados que passaram por aqui

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Kira e eu: Parte...4 (é isso, né?)


Faz tempo que eu não falo da Kira aqui, não é verdade?

No último texto eu mencionei que ela estava com um problema na pata e estava mancando bastante.
A boa notícia é que ela tinha dado uma melhorada na pata... Mas não durou muito tempo e a coisa desandou de vez.

Certo dia lá estava ela brincando e correndo feliz e saltitante no quintal de casa, quando depois de uma curva feita às pressas ela dá um grito de dor. Depois disso ela parou de conseguir pôr a pata no chão.

Depois de uns 3 dias sem melhoras, levamos ela ao veterinário e descobrimos: ela havia rompido o ligamento cruzado do joelho...



Eu não consigo nem imaginar o quão doloroso isso deve ser. Às vezes vemos isso acontecendo com os jogadores de futebol, e dá pra notar que a recuperação é difícil e demorada. Então é claro que eu, minha mãe, meu pai, meu irmão.. a família toda ficou morta de preocupação com ela.

A solução nada mais era que uma cirurgia. Basicamente abrir a perna dela e prender tudo com fios. Processo bem complicado, mas que não causa grandes problemas.

Ela fez a cirurgia e tudo ocorreu bem. Mas é claro que o maior problema seria a recuperação dela. Não seria nem um pouco fácil fazer essa cachorra ficar quieta e com a pata enfaixada, e ainda sem querer apelar para o "cone da vergonha".

Logo que minha mãe trouxe ela do veterinário já deu muita dó.


A pata dela estava toda enfaixada e imobilizada, e juntando a diferença que a pata presa dava ao equilíbrio dela com o efeito de sedativos, a cachorra não conseguia nem se manter de pé, e mesmo deitar era desconfortável pra ela. E sim, sobrou pra mim carregar os 45 quilos dela pra lá e pra cá.

Foi difícil, deu dó, mas ela foi melhorando a cada dia e o curativo ia diminuindo e cicatriz se fechando.

Claro que ela nem chegava perto de encostar a pata no chão, e a gente ia checar ela de 5 em 5 minutos para ver se ela tava bem. E isso sem contar a dificuldade de fazer essa cachorra tomar novalgina para a dor. Se bem que nem eu consigo tomar aquele negócio direito....

Então ela melhorou e pôde ficar sem o curativo, para que a cicatriz sarasse melhor.
Confiamos no bom senso dela e não a transformamos num abajur. Coisa que não deu muito certo.


Minha mãe um dia deixou a Kira dormir sozinha na lavanderia, e quando foi acordar ela de manhã se deparou com um cena que vou poupá-los da descrição. Só basta saber que minha mãe desmaiou por alguns segundos, mas não foi tão grave assim. Mas grave o suficiente para voltar ao veterinário e deixar a Kira com cara de receptor de satélite.

E tirando o fato do machucado dela, devo dizer que era engraçado ver ela zanzando por aí com o cone. A coitada já não é um exemplo de destreza, imagina então com um aparato desses.

Mesmo com a "cabeça" dela estando com o dobro do diâmetro ela insistia que conseguia entrar debaixo de cadeiras, passar entre as pernas das pessoas e etc.

E mesmo depois que ela melhorou, a cicatriz fechou, e o cone foi retirado ela ainda deu um jeito de dar preocupação pra família.

quem entender essa referência ganha um beijo na testa

Mesmo com o machucado sarado, ela ainda tinha problemas de dores e essas coisas, e teve que tomar antibióticos algumas vezes. Por experiências anteriores, foi descoberto que antibióticos em comprimido atacavam o estômago (ou fígado... só sei que ela vomitava), então foi tudo na base da injeção.

E descobrimos que isso também deixava ela enjoada.

Eu descobri do pior jeito: com ela dormindo na minha cama, e eu acordando com ela vomitando no meu chão...
"Aí que nooojo, Cão!"

Mas tem uma coisa engraçada. Ela só reviu o jantar dela no meu quarto por que ela não conseguiu me acordar a tempo. Depois que eu já estava acordado ela me pedia para abrir a porta do quintal para que ela assim o fosse fazer fora de casa.

Me fala se essa cachorra não é um exemplo de educação?

Tudo bem que por causa disso eu só fui poder dormir depois das 5 da manhã que foi quando o organismo dela percebeu que não tinha mais nada para ser lançado pra fora e eu pude descansar em paz.

Ah... E essa história toda foi há uns 2 ou 3 meses atrás, e agora ela já tá 100% recuperada e maluca como sempre.

E sem visitas inesperadas das refeições passadas, graças aos céus!


Tenham um bom dia!

E sim, eu tirei uma foto usando o cone.. Não pude resistir...

3 comentários:

  1. Bah, labradores parecem serem feitos de papel, o meu vomita todas as vezes que nós trocamos a ração.

    E todas as vezes que nós o levamos para a casa do meu avô ele fica com torcicolo de tanto subir e descer o terreno íngreme de lá.

    E a orelha dele tá bichada... E ele quase morreu de uma verminose... E uma vez tivemos que leva-lo às pressas ao veterinário pois ele engoliu um palito de churrasco inteiro.

    Meus avós tiveram quinhentos vira-latas ao longo da vida deles que saíam pra caçar na mata e lutavam com tamanduás e eles fizeram menos visitas ao veterinário do que agente com um labrador seguro e salvo em um apartamento.

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  2. Vira-latas são quase invulneráveis.

    E, caraca, seu cachorro se ferrou mais que a minha..
    Acho que é por que a Kira é só "quase" labradora (é retriever)

    Se fosse labradora também, certeza que ia dar mais merda então...

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  3. eu me esforcei pra tentar entender a sitação com o Hugo mais não consegui.

    já eu tenho um poodle ele dá uns problemas de saúde de vez em quando mas nada muito preocupante.

    ótimo texto!!Kira e eu realmente são meus texto preferidos!
    embora tenha que que acontecer alguma coisa com ela pra vc escrever,o que não é bom...

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