Desocupados que passaram por aqui

quinta-feira, outubro 13, 2011

Jogos que marcaram minha infância


Não, seus olhos não estão pregando uma peça.

Isso não é um truque. Não tenho nada nas mangas!

SIM! Texto novo... E ainda por cima seguindo o tema de CRIAAANÇAAAAS!

Mereço até um prêmio por isso, não acham?

Bem. Como vocês bem sabem, sou um grande viciado em games. Enquanto outras pessoas adiantam o estudo durante a semana para saírem no fim de semana, eu assim o faço para poder ficar 10 horas seguidas diariamente na frente do meu videogame.

Mas nem sempre eu fui assim. Antigamente eu não era tão vidrado assim em jogos. Mas um ou outro jogo marcaram minha infância, e alguns até conseguiram me converter de alguém normal a uma máquina cujo único propósito é jogar o máximo possível de games.

E é sobre esses jogos marcante que falarei hoje.



Alex Kidd in Miracle World [Master System]


Eu ia começar falando de algum jogo do jurássico Odyssey, mas a verdade é que eu tive essa budega a taanto tempo que não lembro nem o nome dos jogos. Então pulemos direto para meu segundo console: Master System 2.

Até que eu jogava um bocado de jogos nele, mas devo admitir que eu era bem casual. Acho que dá pra contar nos dedos de uma mão o número de jogos que eu consegui terminar, e ainda sobra dedo pra cutucar o nariz.

E Alex Kidd... Não foi um dos jogos que eu terminei.

Tenham paciência né.. Era muito difícil!

Mas acontece que esse jogo vinha na memória do aparelho (ou seja, se você ligasse ele sem nenhum fita, você jogava esse jogo). E, se você alguma vez na vida já jogou um video game de cartuchos, você sabe que qualquer coisinha a fita já falhava e o jogo não carregava.

Com isso, QUALQUER jogo que eu fosse jogar e a fita não funcionasse, lá começava Alex Kidd. E como dá muita preguiça levantar e resetar o aparelho, eu ficava jogando isso mesmo. Deve ter sido o jogo que eu mais joguei na minha vida até então.

Curiosidade: Minha mãe é a única pessoa que eu conheço que zerou Alex Kidd (SÉRIO!)

Por isso ela tem o direito de ficar nos Farmville da vida.. Ela já trabalhou demais.

Turma da Mônica [Master System]


Aqueles eram tempo bem estranhos. Além da minha mãe ter zerado Alex Kidd, uma amiga dela que me deu esse jogo, e ainda deu uma lista de passwords para ele.

E se esse jogo era bom?

PÔ! Era da turma da Mônica! E eu já disse que nada no mundo era mais legal nos anos 90 do que a dentuça e sua patota.

Mas pra falar a verdade não lembro se era tão bom assim. Eu lembro que era difícil. E por isso ele me marcou tanto: foi o primeiro jogo que eu usei passwords/cheats.

Nesse jogo você trocava de personagens dependendo da parte em que estivesse, e cada um tinha uma habilidade que usava pra passar de determinada parte. Tinha o Chico Bento, que tinha uma arma de fogo, o Cebolinha, que nadava (eu acho), O Bidu, que escalava paredes, e o Anjinho, que voava. Acontece que várias partes eram bem difíceis, então tinha password para já escolher o personagem.

Então, é claro que eu escolhia direto o anjinho e saía voando para o fim da fase, ir enfrentar o chefão (tinha chefão esse jogo?)

E aí então começou minha vida de "cheater" (não que eu ainda o seja...)

Duke Nukem 3D [PC]


Uma coisa que sinto pena de quem nasceu nos anos 2000 é que essas pessoas não conheciam as revistas de games de PC.

Eram revistas com reportagens e análises de jogos (até aí tudo bem), mas que vinham com um CD com um monte de demos dos jogos analisados, e as vezes até algum jogo completo.

Agora com essas coisas ai de internetes e dáunloadis, as crianças não sabem a alegria de se ter um cd com "50 games super irados".

Em uma dessas revistas veio Duke Nukem 3D (na época que esse jogo ainda era bom) e, nossa, COMO eu joguei esse jogo!

Até aí tudo bem.. E tudo bem também que foi meu primeiro FPS... Mas o legal mesmo era o modo que eu jogava. Ou melhor: nós.

Quando meus primos iam em casa, esse era um dos jogos favoritos para se jogar. E ao invés de fazer algo do tipo "quem morrer passa a vez", nós criamos um sistema próprio, que consistia em todos jogarem o jogo ao mesmo tempo.

Isso mesmo. Cada um controlava uma parte do personagem (tipo um Megazord). Um ficava encarregado de andar, outro de atirar, um outro de mirar...

Imagine o CAAAOS!

Bons tempos...

Dark Forces [PC]



Turma da Mônica podia ser legal pra caramba.. Mas uma coisa que sempre povoou o coração de todos da minha família era Star Wars. E claro que os jogos dessa saga interestelar não podiam deixar de ocupar um espaço em nossos HDs.

E Dark Forces era muuuito maneiro. Era divertido, era difícil, era tenso, era sombrio, e botava medo em mim e no meu irmão... Pois é.

Ainda bem que nós temos um primo mais velho que jogava o jogo, enquanto nós assistíamos e vibrávamos a cada vitória.

E mesmo sem eu nunca ter passado da primeira fase do jogo, eu me diverti muito com ele.

King of Fighters 97 [Arcades]




Nunca me dei bem com games de luta. Sempre tive uma dificuldade absurda em conseguir fazer combos, em decorar os especiais e conseguir ganhar pelo menos um luta sequer.

Mas isso não me impedia de tentar.. E tentar.. E tentar..

Já mencionei aqui antes que eu sou o caçula da família. Todos os meus primos são mais velhos que eu, e então eu sempre fui bem influenciável. Acontece então que eles jogavam bastante KoF 97, e eu sempre quis aprender a jogar.

Nem preciso dizer que eu tinha a bunda chutada em todas minhas tentativas. Entretanto sempre nutri um carinho por esse jogo.

Quase um amor platônico.

Cruisin World [Arcades/N64]




Eu já mencionei em um outro texto que na época que eu ia em fliperamas eu sofria bastante. Geralmente meu pai só dava duas fichas pra mim E para meu irmão (duas para dois) e éramos obrigados a nos virar e aproveitar ao máximo o pouco tempo que nos restava.

E um dos jogos que mais gostávamos de jogas (entenda-se: um dos que a gente conseguia jogar por mais tempo com apenas uma ficha) era Cruisin' World. Simplesmente O MELHOR JOGO DE CORRIDA DO MUNDO!

Que mané Gran Turismo! Para o inferno com seu Need For Speed! E nem começarei a falar daquele Forza...

Nenhum desses jogos você é capaz de empinar seu carro, ligar o tubo, dar um giro triplo pulando de uma rampa, e ultrapassar seus oponentes... NA LUA!

Encerro meu caso, Meritíssimo...

007 Goldeneye [N64]




Já falei antes que esse é um dos MELHORES JOGOS PARA SE JOGAR COM OS AMIGOS, e mantenho minha opinião.

A partir desse jogo que eu comecei a me interessar mais por jogos multiplayer. No máximo eu só jogava de vez em quando algum jogo de luta, ou algum de futebol (apesar de eu odiar). Mas nunca levei muito a sério...

Mas com Goldeneye foi diferente. Existiam poucas coisa mais legais do que juntar com mais 3 amigos e começar uma partida deathmatch com golden gun de rocket launchers, enquanto devorámos bolachas Negresco e tomávamos Coca Cola sem gás...

Divertidíssimo...

Pokemon Gold/Silver [GBC]


Já falei também que Pokemon era muito bom pra jogar com os amigos.

Mas não só com os amigos. Mesmo jogando sozinho esse jogo era demais!

Sinceramente, na minha opinião esse é o ÁPICE dos jogos dos monstrinhos de bolso. Red/Blue podem ser clássico e etc, mas esse foi o jogo que conseguiu elevar o patamar. O jogo é bem maior, mais bonito, com vários monstrinhos a mais (que diferente dos de hoje em dia não são aberrações advindas de LSD) e, pra falar a verdade, foi o que eu mais joguei. Eu não tinha o Red/Blue. Só em emuladores, e não é a mesma coisa.

E já disse que eu comprei (mandei minha mãe comprar) um GBC só pra eu jogar Pokemon? É...

The Legend of Zelda: Ocarina of Time [N64]




Por fim, o jogo que roubou minha alma.

Depois de passar 2 meses realugando esse jogo, depois de passar horas jogando, depois de lutar contra diferentes monstros, superar diversos desafios, resolver quebra cabeças, ajudar as pessoas, atacar galinhas, viajar de cavalo, tocar músicas, viajar no tempo e salvar o mundo, fui tragado de vez para o mundo videogueimístico.

OoT não só abriu uma porta pra mim. Ele chegou na voadora com os dois pés, derrubou a porta, e depois voltou com um trator e arrancou a parede! Depois desse jogo que eu percebi o quão imerso em uma aventura digital eu posso ficar.

E se hoje eu passo 40 horas jogando Red Dead Redemption, ou se eu zero Mass Effect 2 mais de três vezes, devo tudo a esse jogo.


E é isso aí...

Semana que vem (quem sabe?) tem mais...


Tenham um bom dia!

2 comentários:

  1. Os jogos que mais me marcaram foram Grim fandango, Quack Shot, Crazy taxy, Moonwalker, Hércules, Toejam & Earl, Sonic 2, Age of empires III, Command & Conquer: Generals, GTA san Andreas e Mortal Kombat.

    Além de uns poin n'Click bobocas da Disney.

    A maioria desses jogos eu jogava junto com a minha irmã mais nova, apesar de que em alguns deles ela ficava nervosa e passava o controle para mim.

    Eu lembro que quando nós jogavamos Mortal Kombat eu ficava "Spamando" o soco fraco (ou ficava dando voadora para frente, pulo para trás) até ela morrer e ela ficava puta.

    Deve ser por isso que ela não gosta muito de games hoje em dia.

    ResponderExcluir
  2. Sou irmão mais novo.. mas ainda bem que isso não aconteceu comigo... Imagina se hoje eu não gostasse de games?

    VÁDERETOSATANÁS!

    ResponderExcluir