Desocupados que passaram por aqui

terça-feira, maio 03, 2011

Kira e eu: Parte 3


É engraçado...

Bem. Talvez engraçado não seja a palavra certa. É até trágico.

É curioso, pelo menos, o fato de que nos apegamos tanto aos nossos bichinhos de estimação. Simplesmente por que, a não ser que você tenha uma tartaruga marinha, o seu animalzinho vai morrer bem antes que você.

Por exemplo os cachorros. As raças que vivem por mais tempo acho que não passam dos 15 anos, e isso que eles chegam nessa idade capengando, cegos e cheios de problemas.
Mas mesmo assim a gente se apega e nunca aceita nem que eles fiquem doentes.

E, bem, a Kira já nos deu um bocado de dores de cabeça devido a preocupação.



Recentemente percebemos que a Kira estava mancando. Até aí é esperado: ela é um monstrão de 45 kilos que fica deitada por bastante tempo. Até eu manco quando fico muito tempo parado(e eu sou um monstrão de noventa e poucos kilos).

Mas acontece que no caso dela estava ficando muito freqüente. É claro que minha mãe então, preocupada do jeito que é, levou a pobrezinha pro veterinário. Lá descobrimos o problema: ela estava com um bico de papagaio na pata traseira esquerda.

Eu não sou ortopedista, mas acho que um bico de papagaio é tipo uma “pontinha” no osso que acaba pinçando nervos e etc. Preguiça de googlear.

E, além disso, também descobriram que ela tem artrite/artrose (não lembro qual dessas doenças) o que provavelmente piora um bocado o problema.

Tudo bem que eu sei que esse tipo de problema é bem comum na raça dela, mas mesmo assim devo admitir que fico preocupado. Claro, né, ela só tem 3 anos (isso vale quanto em “anos caninos?”).

Pelo menos ainda não é tão preocupante assim. Gera até cenas “bonitinhas”, como ela pedindo ajuda pra subir na minha cama. Mas me aperta o coração ao ver ela andando sem conseguir encostar a pata no chão.

Mas antes essa fosse a primeira vez que ela nos preocupa...

 

A primeira de todas foi quando ela tinha poucos meses de vida. Ela sempre ficava com a gente na sala bagunçando e tudo o mais. Mas nesse dia estávamos todos ocupados, e foi quando notamos que tudo estava calmo, muito calmo, e a tempo demais.

Fomos procurar ela então... E então minha mãe grita no quintal, e quando eu vou ver a Kira tinha caído na piscina, e estava lá (devo dizer que estava de noite e frio?) a sei lá quanto tempo tentando sair da piscina e já ficando cansada...

AH... O desespero! Saí correndo e só não pulei na piscina por que a Kira estava bem na beirada. Acho que eu estava mais assustado que ela...

Aí você para e pensa que isso deve ter deixado ela traumatizada com água..

 

Antes fosse... Ela acabou é pegando gosto pela água (pulava na água sempre que não estávamos olhando), e até aprendeu a sair pela escadinha de metal da piscina (não estou zuando!).

Outro fato interessante aconteceu depois que ela fez uma cirurgia quando ela tinha uns 10-12 meses. Não foi nada muito complicado, mas ela tinha que usar curativos enrolados ao redor do corpo dela e não podia ficar se mexendo muito.

E quem disse que ela aceitava numa boa o curativo? Ela rolava no chão tentando tirar, se esfregava no sofá...
Até que minha mãe teve uma idéia que não parecia tão boa no início. Ela pegou uma camisa velha minha e vestiu na Kira, cobrindo o curativo.

E assim ela parou de tentar tirar o curativo e até ficou mais calma.

A explicação mais lógica é que minha camisa devia ter meu cheiro e isso a acalmava...

O que faz um pouco de sentido, já que nas primeiras semanas dela em casa, quando ela chorava de noite eu que ficava cuidando dela, e o cobertor que ela usa pra dormir era meu...


Mas agora eu passo qualquer tipo de sentimento pra ela, menos calma. É só me ver que essa cachorra já começa a correr, pular, brincar...




Mesmo mancando ela não consegue parar quieta...





Tenham um bom dia!

4 comentários:

  1. own, kira. não deixa a gente triste não. =/ gostamos de você alegre (mas sem pular muito nas pessoas auhuhsuhsuhsauh)!

    ResponderExcluir
  2. Nunca tive cachorro, pois em um apartamento em cidade grande é complicado.

    Mas se eu tivesse um, não sei se teria tanta simpatia por esse. Quer dizer, o cão de meus vizinhos vivem latindo, então eu acho que não aguentaria viver com um destes seres.

    Há também o fato que o cachorro de minha tia se "divertia" com a minha perna sempre quando era possível, e tal exeperiência me deixou traumatizado.

    Em geral, acho gatos muito mais simpáticos.

    ResponderExcluir
  3. Eu pensava assim também. Eu achava que quando eu tivesse um cachorro eu não ia ser tão "babão" assim... Mas sei lá... O cachorro te conquista.

    Se bem que cachorro vir brincar na perna é foda. Ainda bem que a minha nunca fez isso

    ResponderExcluir
  4. Labrador é um bicho triste, eles quase morrem a cada 20 minutos.

    O meu começa a vomitar se nos trocarmos a ração dele por uma errada, eu acho que ele é alérgico à corante.

    E toda a vez que nos o levamos ao sítio do meu avô ele corre tanto no primeiro dia que passa o resto do tempo lá todo torto e dolorido.

    E eu perdi vários amigos por causa do meu cachorro querer se divertir com eles...

    ResponderExcluir