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sábado, fevereiro 05, 2011

Kira e eu: parte 2


Um dia desses, eu fui rever “Marley e eu”, mas claro que desisti antes da metade do filme... Não estava com muita vontade assim de chorar...

Onde eu parei no último texto?



Ah, é, a gente já havia escolhido uma cachorrinha, e só nos restava esperar 30 dias para poder ir buscá-la. Tirando toda a ansiedade e expectativa, esse “um mês” passou até que rápido, e quando eu menos esperava estávamos indo, minha mãe e eu, novamente na casa da mulher que nos vendeu a Kira, para ir buscá-la.

Um fato curioso.

Quem já assistiu “Marley e eu” deve lembrar uma parte em que dizem que ele era um “cãozinho de liquidação”, por terem pagado uma pechincha nele. Foi a mesma coisa com a Kira.
Quem já procurou preços, sabe que golden retriever não é uma raça barata (vou deixar de lado o fato de que acho que pagar caro por um cachorrinho uma tremenda falta de caráter), mas no caso dela, a única coisa que tivemos que pagar foi os preços do parto e das primeiras vacinas.

Quem diria. A Kira também é um “cãozinho de liquidação”.


Pena que as semelhanças não param por aí.


Como naquela época eu ainda não dirigia, eu fui indo no banco de trás do carro segurando a Kira no colo, e devo dizer que ela aceitou muito bem vir com a gente (um bom sinal).

Quando chegamos em casa foi uma festa de “Óun”, todo mundo se apaixonou por ela na hora. Até meu pai, que nunca foi fã de cachorro ficou todo mole com ela. Até lançou uma pérola: “Vocês falaram que iam buscar uma cachorra, e não uma leitoa”. E o pior é que era verdade, ela parecia uma porquinha peluda.

É universalmente aceito que filhotinhos são fofos, e a Kira era realmente muito fofa. E engraçada. Creio que ela ainda não tinha se desenvolvido por completo e até acho que ela era meio ceguinha, o que causou cenas engraçadas como ela bater a cabeça toda hora na parede, mesa, cadeiras, por não ver onde estava andando.

Outra coisa legal sobre filhotinhos é que eles não conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. A Kira, por exemplo, não conseguia latir e ficar de pé nas quatro patas. Sempre que ela tentava latir ela caia de bunda no chão, eu ria da cara dela e ela tentava me morder. E dentinho de filhote dói!


E para por aí as gracinhas, por que cuidar de filhotes não é nada fácil.


Assim que o fim de semana chegou e tivemos que voltar pra São Paulo no nosso apartamento, ela teve que ficar dormindo sozinha na lavanderia. E quem disse que ela aceitou numa boa isso? As três primeiras noites dela com a gente foram passadas chorando, e, como eu sou um coração-mole, não conseguia deixar ela sozinha sofrendo daquele jeito e ficava com ela até ela conseguir dormir. O que demorava um bocado. Durante esses três dias iniciais eu mal consegui dormir por que ficava tomando conta dela de noite.

E esses eram os problemas só de noite. Durante o dia tínhamos que lidar com tudo que ela fazia... E tudo que saía dela.


DEUSES! Como filhotinhos cagam!


E sem-vergonha como a Kira é, ela resolvia fazer o número 2 bem na cozinha, na hora que tava todo mundo sentando jantando. Nem um pouco agradável.

Só agradeço ao Vahalla por ela nunca ter comido o que ela fazia.

Depois de muito insistir ela aprendeu a fazer suas necessidades no lugar certo (primeiro ela só fazia na varanda do apê, depois ela aprendeu a só fazer quando ia passear). Um problema a menos, mas que acabou gerando outro problema: passear com ela.

Não é muito recomendado levar cachorros muito pequenos pra passear nas ruas, então tivemos que esperar ela crescer pra poder passear com ela. E crescer = se fortalecer.

Pra quem não conhece, os goldens são uma raça graande, e bem forte. A sorte é que a maioria deles é mansa, por que segurar um deles não é fácil.

Então vamos ao problema. Minha mãe (que é tão ou mais coração mole que eu) não queria que usássemos coleira “enforcador” na Kira, e comprou aquelas guias de peitoral.

Até onde eu sei, os goldens são usados até pra puxar trenó (tem até um filme disso né?). E onde prendem o trenó? Acertou! No peito deles. Então é de se esperar que essa raça agüente muita tração “no peito”.


Agora lembra que eu falei que goldens são bem fortinhos?

Agora imagina uma cachorra que ainda nem cresceu direito me arrastando pra lá e pra cá nas ruas de São Paulo, e eu sem forças pra conseguir puxá-la de volta. Agora pense que eu tinha que levar ela pra passear umas 5 vezes por dia.
O resultado? Dores constantes nos braços e uma mão destroçada quase em carne viva de tanto puxar a guia.


E ela? Adoraaaava passear... Ou melhor... ME levar pra passear....



Tenham um bom dia!

2 comentários:

  1. Ai ai...espera só até ela crescer... Você não conhece o inferno ainda...

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  2. mas ela já cresceu.. ela tem 3 anos já...
    pelo menos agora ela já sossegou mais um pouco... mas isso é assunto pra depois..
    hehe

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