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terça-feira, fevereiro 15, 2011

Gameboy, DS, PSP, 3DS, NGP...


Quando os portáteis apareceram, eles eram uma alternativa mais simples e barata aos consoles de mesa, tão caros e intimidantes.

Os primeiros portáteis eram coisas mais modestas com tecnologias passadas. Quando tentavam inovar o resultado não era bom (Virtual Boy manda um abraço) e a intenção era só dar um novo modo de jogatina mais casual.

Mas convenhamos que o principal motivo dessa falta de ambição é por que não havia concorrência. Durante anos a Nintendo governou esse setor com mão de ferro, graças ao sucesso de seu Game Boy. Muitos tentaram, e todos falharam miseravelmente na batalha contra as diversas versões do portátil da Big N.

Até que a principal concorrente da Nintendo no ramo “consoles de mesa”, a Sony, resolveu entrar nessa peleja com o seu PSP.




De um lado tínhamos o DS da Nintendo, com sua inovadora Touch Screen, sua jogabilidade diferenciada e sua vastidão de jogos “casuais” (Nintendog e tralalá).

No outro canto vinha o PSP, com seu hardware superior, mas apostando na jogabilidade consagrada do Playstation e do PS2.


Vou admitir que talvez eu seja um POUCO sonysta...

 

...Tá... “Um pouco” é eufemismo. Sempre preferi os VGs da Sony.

Mas, por mais que me doa dizer isso, o DS venceu a batalha contra o PSP...


E eu tenho os dois, então talvez eu entenda do que estou falando.

Acontece que o problema com o PSP é que ele é menos “portátil” que o DS. Não estou falando de tamanho nem nada, e sim do video game em si.

Uma coisa importante em um video game portátil é oferecer uma jogabilidade simples que seja possível aproveitar durante o dia-a-dia. E, convenhamos, é bem mais fácil jogar Scriblenauts enquanto vai de metrô pra escola, do que se matar metralhando botões num God of War.

 

O portátil da Sony mais parece um console de mesa com sua lista de jogos. Não há grandes títulos para ele que possuam a já mencionada “jogabilidade fácil e amigável”. Quase todos os grandes títulos dele exigem uma dedicação maior dos jogadores, dedicação essa que é difícil dispor no seu dia-a-dia.

Já o DS possui uma biblioteca de jogos bem mais amigáveis, além de sua tela de toque abrir toda uma variedade de opções de jogabilidade.

Além disso, dois outros fatores entram no jogo.

 

O primeiro é a própria complexidade do aparelho. O PSP, com seu hardware superior e etc, exige um investimento mais alto na hora de desenvolver os jogos. O DS, por ser mais simples, requer menos “esforço” na hora de desenvolver. Posso estar falando merda, mas deve ser isso mesmo, principalmente quando se compara o número de lançamento dos dois.

Isso até seria um problema contornável caso o lucro da venda dos jogos de PSP fossem altos, mas aí entra o segundo fator: a pirataria.

Os dois portáteis sofreram com esse problema, mas o PSP saiu perdendo principalmente pelo seu custo maior de desenvolvimento. Quando se gasta muito para fazer algo, e o retorno é baixo, param de fazer jogos para ele.

Juntando a maior biblioteca de jogos do DS, com sua maior “portabilidade”, o público alvo dele é consideravelmente maior que o do seu concorrente.

Outro problema com o PSP, que um camarada meu (Gabriel) me lembrou, é a “coletividade”. Deixa que eu explico.
 

Uma coisa que sempre foi notável na Nintendo (principalmente depois de seu n64 com QUATRO CONTROLES) é a dedicação aos modos para se jogar com os amigos. Claro que o DS tinha que avançar nesse aspecto. Muitos jogos dele oferecem a possibilidade de se conectar via Wi-fi e jogar com uma galera lá da Korea. Até o próprio console vem com uma função que eu achei bem interessante (apesar de nunca ter usado) de um bate papo pra usar localmente.

Já o PSP não conta com toda essa conectividade. Sim, há a possibilidade de se conectar na internet, mas a esmagadora maioria dos jogos só conta com um modo multiplayer local. Ou seja, se os seus amiguinhos não tiverem o PSP, você vai ser obrigado a jogar sozinho.

Ou a Sony acha que todo mundo tem um PSP, ou eles queriam que nós saíssemos por aí fazendo novas amizades... Sei lá...

Com todos esses fatores, o DS é um video game mais “divertido” que o PSP.

Se você quiser ficar jogando sentado por longas horas e sozinho, vai de PSP...
Agora se você quiser jogatinas mais casuais, tipo enquanto faz o número 2, e jogar com qualquer pessoa, recomendo o DS.

Pessoalmente acho melhor ficar com os dois...


MAS PÉRA AÍ QUE NÃO ACABOU!
 


Nesses últimos dias (ou talvez não, já que acho que só vou postar esse texto bem depois de escrevê-lo) fui pego de calças arriadas, com a notícia do lançamento do NGP (sigla de Next Generation Portable), o novo portátil da Sony. Ele é uma resposta para o novo 3DS da Nintendo (que será lançado em março) e a briga vai ser feia.

 

Novamente temos de um lado a Nintendo querendo inovar. Dessa vez, além da já amada tela de toque, haverá um efeito 3D nos jogos sem o uso de óculos especiais, possível graças as duas telas do portátil, além de um claro (e grande) avanço na capacidade gráfica do brinquedinho.

 

Mas dessa vez a Sony resolveu chutar o pau da barraca e, além de anunciar um hardware claramente superior ao concorrente (qualidade gráfica semelhante ao PS3), resolveu apostar em tela sensível ao toque, acelerômetros (captam o movimento do aparelho), dois analógicos (quem jogou o PSP sabe o que a falta de um segundo analógico faz) e até um painel traseiro sensível ao toque. Praticamente onde quer que você enfie a mão nele, algum comando vai ser registrado. Tipo uma bateria com 2 caixas, 3 surdos, 5 tons, 2 bumbos e 20 pratos...

Os dois têm seus pontos fortes e fracos. O efeito 3D do 3DS é confuso, sendo necessário segurar o aparelho numa posição exata, sem balançar, e ainda corre o risco de dar dor de cabeça (ooooi Virtual Boy). E parece que os desenvolvedores não querem apostar tudo no 3D (é possível desligar e ligar o efeito, mostrando que ele é só um opcional).

Mas também o 3DS já conta com uma lineup de dar inveja, com jogos “reservados” como Zelda, Metal Gear, Street Fighter...

Já o NGP está apostando muito alto e querendo demais. Prevejo que o custo dele vai ser astronômico e no começo os desenvolvedores de games vão ficar com medo dele (que nem o PS3), e vai afastar muitos possíveis compradores. Mas pelo menos ele melhorou, e muito, seu fator “conectividade”, com Wi-fi, GPS e um monte de outras coisas legais que eu não lembro o nome.

Vou parar por aqui essa análise, por que prefiro esperar os dois lançarem, experimentá-los, e depois julgar qual realmente venceu.


Mas se fosse pra apostar, acho que vai ser uma repetição DS X PSP, e que a maior parte das pessoas vai preferir o 3DS, principalmente por toda essa “febre do trêsdê” que está assolando o mundo.




Tenham um bom dia!

4 comentários:

  1. odeio 3D

    nao sinto graça


    e eu ainda acho que NGP vai ownar tetas

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  2. Não tenho nenhum desses portáteis, mas mesmo assim prefiro o Nintendo DS.

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  3. entao kaum, valeo pela dedicatoria HUAEUHEHUHEAUAHEUAHU. falou mano.. e o ds ganhou infelizmente (sonysta detected) mas o ngp vai ownar concerteza..

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  4. kkkkkk 3ds ta ganhando agora, ps vita ta vendendo igual nada

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