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sábado, janeiro 08, 2011

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots: “I’m no hero”


Vou admitir uma coisa: eu odiava Metal Gear Solid.

Calma, calma, calma! Não precisa me bater... Ainda.

Acontece que eu não havia jogado nenhum dos jogos, apesar de ter um PSOne e o PS2. Só fui jogar o Metal Gear Solid (o primeirão) ano retrasado. E devo dizer que o jogo não envelheceu muito bem.



Não pelas questões técnicas (gráficos inferiores e afins). Até por que eu sei que o jogo é bem antigo, e julgá-lo pelos padrões de hoje é mancada. Muito menos pela história, que eu sei que é uma das mais bem elaboradas de toda a história dos games.


O que me irritava no jogo era a jogabilidade. Tudo bem que ele foi o “primeiro” jogo de “tatical-espionage”, mas isso não quer dizer que eu tenho que aturar o jogo.
A câmera aérea não é uma boa escolha pra um jogo onde você tem que se esconder (limita a visão), os controles eram meio ingratos, e os bosses eram injustos (pela união dos outros dois fatores), e eu parei lá pela segunda metade do jogo.

Porém, apesar de não ter gostado muito do primeiro jogo, sempre respeitei bastante a série, e tinha muita vontade de experimentar os outros títulos, principalmente por causa da história.


Justo quando eu ia “provar” o MGS 2 (ano passado isso), lançou o Peace Walker, para PSP.
Depois de uma amiga minha jurar de pés juntos que o jogo era divino, resolvi dar uma chance a ele.

E, DEUSES, eu adorei esse jogo.

Todos os pontos ruins que eu achava do primeiro jogo foram melhorados a quase perfeição, e ele conseguiu acender no meu coração a chama da paixão por essa série.

Ainda preciso terminar o jogo (não gosto de falar de jogos que eu não zerei ainda) então depois eu faço uma análise dele.


Mas, que seja.

Ainda ano passado, eu finalmente comprei meu PS3, e adivinha o jogo que eu fiz QUESTÃO de que fosse o primeiro a eu comprar?
Essa pergunta é retórica... É claro que é o jogo que dá o título desse texto.


E aí? Será que MGS4 conseguiu manter meu interesse pela série? Será que ele me deixou irremediavelmente viciado nos trabalhos de Hideo Kojima? Ou será que esse jogo seria uma decepção, e eu voltaria a odiar a série?

E se você me segue no twitter e viu meus tweets de umas semanas atrás, já sabe a resposta.
Aos outros, continuem lendo.


Esse jogo se passa algum tempo (alguns anos, eu acho) após o 2, e Solid Snake, um super soldado veterano de campo de combate, está para se aposentar.

Entretanto, é atribuído a ele mais uma última missão: acabar com Liquid, seu IRMÃO GÊMEO DO MAAAAAAAL!!! (que não é exatamente o irmão dele, e sim um cara - Ocelot - que implantou um braço do Liquid - que estava morto - e passou a ser controlado pela personalidade do Liquid) e impedir seus planos de começar uma guerra mundial sem precedentes.

Só nesse parágrafo você, que não conhece a história, já deve ter se perdido. E, de fato, a história do jogo é bem complexa/complicada. Tudo bem que talvez eu ache isso por que nunca joguei nenhum dos jogos inteiro, mas tenho tantos amigos viciados em MGS que eu consegui me situar na zona que aqui atende pelo nome de “enredo”.


Há muitas reviravoltas durante o jogo (muitas meeeesmo), muitas menções aos jogos passados, e muita coisa sem sentido mesmo (cortesia do Sr. Kojima), o que pode deixar muita gente perdida no meio do fogo cruzado de informações.

Mas, estranhamente, isso não é algo que chega a te fazer desistir do jogo e se afastar da série. NÃO! De fato, isso vai atiçar ainda mais a sua vontade de jogar os outros jogos da série e se aprofundar ainda mais nessa trama tão fantástica.

Só com essa introduçãozinha, pode não parecer que a história seja grande coisa, mas isso é um belo de um engano. O ponto de partida da história em si pode ser bem simples, mas há todo um pano de fundo na história (afinal, foi acumulando todos os jogos) super complexo e intrigante, com reviravoltas, engenharia genética, e... NUKES!

Pelo pouco que conheço da trama dos outros jogos, posso dizer que esse consegue fechar com maestria a história do super-soldado “Cobra Sólida”. É claro que ainda sobram algumas pontas soltas, mas que serão explicadas em outros jogos (que se passam antes dele, cronologicamente), mas este jogo conseguiu dar um fim digno a saga.

E não é só a (sensacional) história que faz com que esse jogo seja a chave de ouro.


A jogabilidade, aaaah, a jogabilidade...


Os pontos que eu falei que Peace Walker conseguiu melhorar na jogabilidade foram importados desse jogo (e, em partes, melhorados).

Chega de câmera aérea, chega de controles duros, chega de inteligência artificial burra... Tudo isso é passado aqui.

A câmera agora segue o modelo de shooters em terceira pessoa, podendo ser facilmente regulada com o analógico direito. Isso possibilita uma melhora significativa no campo de visão, sendo mais fácil ver os inimigos (sem ser visto) e os detalhes do mapa.

A movimentação ficou muito melhor, sendo possível correr, andar, andar agachado, deitar no chão, fingir de morto (NOT KIDDING), ir se arrastando que nem uma cobra sem fazer o mínimo barulho...

Os controles estão muito melhores (velho esquema de L1 pra mirar, R1 pra atirar, um botão de ação,..bla bla bla)


Também a parte de “stealth” está bem melhor. Além de os controles possibilitarem toda uma gama de possibilidades táticas (como o já mencionado se fingir de morto), Solid agora conta com inúmeras parafernálias que aumentam ainda mais as possibilidades.
Tem um traje de camuflagem (que funciona como um camaleão, possibilitando se misturar ao meio); há um olho eletrônico que permite enxergar no escuro, servir de binóculos e indicar a posição dos inimigos; há também um muito útil robozinho de controle remoto, que permite investigar melhor as áreas e achar pontos cegos na segurança, além de poder paralisar os inimigos; além de muitas outras coisas, como silenciadores e munição tranqüilizante, a até revistas Playboy jogadas no chão para distrair os guardas.

Dá para perceber que o elemento de espionagem da série foi quase levado a perfeição aqui.

Mas nem só de furtividade vive um super soldado.


Para te auxiliar na hora dos tiroteios (que serão muitos) foi criado um novo sistema, uma espécie de loja no seu menu.
Nela é possível (mesmo no meio da ação) comprar novas armas, munições, e até partes para personalizar suas armas. É possível por lança-granadas, lanternas, miras de rifles, entre outros nas suas armas, aumentando seu poderio bélico.



Um outro ponto que achei uma melhora bem vinda foi as lutas contras os chefes.
Elas continuam bem difíceis, mas não pelos motivos errados (câmera mal posicionada, por exemplo). Elas exigem uma boa dose de tática, não havendo só um jeito de derrotá-los. Só para ilustrar, você pode escolher se vai destroçar o inimigo (sacando seu lança-foguetes e acertando na cabeça do sem-vergonha), ou se você vai usar munição não-letal até fazê-lo pegar no sono (e ganhar bônus por isso). E devo acrescentar que TODAS as lutas são realmente épicas. Em especial a ultima luta. Minha Nossa Senhora... Que que é aquilo?

Uma falta notável nesse jogo é a ausência de troféus. Entretanto, o jogo possui diversos desafios (como o já mencionado “não matar nenhum boss”) que garantem uma boa longevidade para o jogo. O único problema é que isso não vai ficar atualizado na sua conta da PSN, e não vai poder sair por aí se gabando que “platinou” MGS4.

Além de tuuuudo isso já mencionado, ainda houve uma grande adição nesse jogo: um modo multiplayer online.

Eu ainda não consegui jogá-lo, mas todos que eu conheço que jogaram, dizem que é um dos melhores multiplayers, mesmo sendo um jogo tão “antigo”.


Chega de falar da jogabilidade... Vamos para o resto do jogo.


A parte gráfica do jogo é, no mínimo, soberba. Tudo é muito detalhado, a iluminação é muito boa, a movimentação dos personagens é bem-feita, as cut-scenes são um espetáculo, e o jogo em si é muito bem feito. Não vou dizer que os gráficos aqui apresentados são os melhores já vistos (já que esse jogo já é mais antigo e tudo o mais), mas consegue chegar bem perto disso.

O destaque vai para os detalhes mesmo, as “pequenas coisas”.
O traje do Snake é super complexo, cheio de detalhezinhos e tudo o mais. Até os inimigos são bem detalhados, em especial os bosses. Fico até triste que em uma das lutas é necessário usar a visão noturna, impossibilitando ver todos os detalhes de um dos chefes mais legais do jogo.

O cenário não fica pra trás nessa história, ainda por cima quando você estiver no meio do fogo cruzado entre dois exércitos e ver explosões pipocando pra lá e pra cá.

Além disso, há efeitos interessantes, como sujeira que fica presa na câmera após uma explosão, ou sangue, e até o seu binóculo apresentar gelo nas lentes quando você usa a visão em primeira pessoa numa missão no Alaska.


Isso sem contar no belo bigode do Sr. Solid Snake.
HOORAY!


A parte sonora do jogo mantém todo o nível de super-produção apresentado em todos os outros aspectos do jogo. As dublagens são muito bem executadas, com os mesmos dubladores fazendo os papéis que eles já estão acostumados a fazer desde o MGS1. Uma ou outra coisa pode ter ficado meio estranha (“Brrrrrrrrodaar”, ou o Otacon chorando, por exemplo), mas como um todo a dublagem é estupenda.

As músicas então, viiixi.

Como é de costume (reza a lenda), O Mr. Kojima nos entrega uma trilha sonora de primeira mão, com músicas épicas, que casam muito bem com o jogo.

De fato, enquanto escrevo esse texto estou ouvindo a OST inteira do jogo.

Só pra você ter uma noção do nível.


Já comentei da parte técnica do jogo. Então agora é a hora da avaliação final, né?


ERRADO!

Só pra esse jogo, eu tenho que comentar mais uma coisinha: os “easter eggs”.


Pra quem não sabe, “easter eggs” são coisas escondidas pelo jogo, que podem ser desde homenagens, a até piadas internas entre os produtores.

E MGS4 está cheio deles, um melhor que o outro.

Os que eu achei mais engraçados foram as menções ao primeiro jogo (até por que foi o único que eu joguei), como a troca dos controles na luta contra o Psycho Mantis, e o Otacon pedindo para que você coloque o segundo CD para poder jogar.

Hilário.


Há também muitas coisas interessantes durante o jogo, como fazer os bosses posarem para uma foto, caçar fantasmas, usar a roupa do Altair (Assassin’s Creed), e muitas conversas engraçadas entre os personagens (como Otacon questionando a senilidade do Snake).

E tem uma arma que o Snake pode pegar que é uma pistola que funciona com a luz do sol.

Eu tenho certeza que essa é uma referência a Boktai (outro jogo produzido pelo Kojima), mas como só eu no mundo jogou esse jogo, nunca poderei confirmar minha teoria.

Agora sim...


Reeeeesumindo:
Já deu pra perceber que eu me apaixonei por esse jogo, né?

E isso por que eu não era fã da série. Imagina pra quem é, então...

Acho que deve ser por isso que esse jogo é considerado um dos melhores títulos de PS3, só empatando com Uncharted 2 (bela disputa, hein?).

Belos gráficos, ótima jogabilidade, trilha sonora excelente, e história intrigante transformam esse num título digno de fechar a série com chave de ouro.


Avaliação: ”Snake? Are you there? Snake? Answer me! SNAAAAAAAAAAAAAAAKE!”
Se você tem um PS3, você TEM que jogar esse jogo (tá baratinho, sério).
Se você não tem um PS3, compra um só pra jogar ele.
VAI! Ta esperando o que?

Fazia tempo que eu num analisava jogos né? E acabei me empolgando, pelo visto. E isso por que eu falei que ia fazer textinhos mais curtinhos...

E olha que ainda tinha mais coisas que eu queria falar sobre esse jogo, mas ai o texto ia ficar gigante, eu ia me cansar de escrever, vocês iam se enjoar lendo...

Então eu “resumi” bastante o que eu queria falar.

E mal vejo a hora de sair Metal Gear Solid: Rising. To tão ansioso por esse game, e olha que ele provavelmente só vá sair em 2012.


Viu? Há um ano eu tava pouco me lixando pra MGS. Agora eu rezo pra lançar o próximo jogo logo. TUDO CULPA DESSE JOGO!



Tenham um bom dia!




BRRRRRRRRRRRRRRRRRRODAAAAR!

7 comentários:

  1. Maldito kojima, estuprando a nossa vida social à três décadas!

    Uma coisa que se deve dizer sobre esse jogo é que ele tem quase tantas opções quanto a vida real.

    Especialmente o CQC.

    Não tem uma coisa que falte no CQC, se você tem algo em mente você pode fazer nesse jogo. Da vontade de jogar o jogo inteiro só com a faca pra matar todos os inimigos com o CQC.

    Ah, e se você gostou de MGS 4 sá uma chance para o 3.

    O Metal Gear Solid 3 normal vem com a maldita visão superior, mas o Metal Gear solid 3: Substence tem câmera 360, o único revés é que você não pode mirar e se mover ao mesmo tempo.

    Eu achei a história de MGS 3 malhor do que a do 4, mas isso é mais uma questão de opinião do que de qualquer outra coisa.

    Mas a coisa que me faz achar Metal gear Solid 3 o melhor jogo de todos os tempos é o rádio.

    Assim como os outros jogos da série MGS o 3 é dividido em vários segmentos, e para cada segmento os seus contatos no rádio tem algo para dizer.

    Toda a vez que você salva, para todos os bosses, para todos os animais que você captura, para todas as suas armas, alguém tem algo à dizer.

    Na boa, depois de zerar MGS 3 você vai querer se casar com a Paramedic.

    Pois todas as vezes que você salva ela te fala de um filme dos anos sessenta, godzilla, essas coisas.

    Lá pra quinta vez que você salvar, já estará perdidamente apaixonado por ela.

    Eu ficava salvando o tempo todo só pra poder ouvir o que ela tem a falar.

    Ah, e desculpa pelo comentário 'Ginórmico', é que quando se trata de Metal Gear Solid eu não calo a boca mesmo...

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  2. Ah, e mais uma coisa:

    #respira#

    Snaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaake!

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  3. Acho que já venci este jogo quatro ou cinco vezes - mas foda mesmo nele é o modo online. Porra, acho que "Metal Gear Online" é o melhor jogo online que eu já joguei em toda minha vida.

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  4. putz...
    esqueci de falar do CQC e de todas as possibilidades que ele oferece..

    droga..
    vou ter que refazer o texto inteiro..

    ahm..
    o.O


    e agora você me deixou com vontade de jogar o 3 também, macaco...

    e eu ia jogar o MGS online..mas aí precisava atualizar..e depois de 2 horas com o ps3 ligado e a 50% ainda, eu tive que parar e dar um tempo..

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  5. Realmente, instalar esse jogo é foda, levei seis horas e meio para completar a instalação das atualizações do Metal Gear Online.

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  6. MGS4 e o jogo ke mais gostei em toda minha vida o cojima tem as moral kojima seu vagabundoooooooo
    gostei mais do online dele pulta keu pariu

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