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sábado, janeiro 15, 2011

Kira e eu: parte 1



Nunca tive muita sorte com bichinhos de estimação.

Eu devia ter uns 6 anos quando tive minha primeira cachorra. Uma vira-lata (daquelas bem genéricas, com pêlo branco e manchas marrons) chamada Petúnia. Realmente, não lembro tanta coisa sobre ela, só que ela sabia vários truques, tipo sentar, rolar, fingir de morto.



Acontece que em menos de um ano com ela, tivemos que reformar a casa, e ela ficou um tempo na casa da minha empregada. E esse “tempo” foi o suficiente pra ela fugir da casa e provavelmente ser atropelada. É claro que com meus 6 anos eu não sabia o que tinha acontecido com ela, e esperava achar ela enquanto estivesse passeando por aí.


Eu também já tive vários periquitos (aqueles australianos e tal), mas eles foram morrendo a medida que o tempo passava, e, dos 4 que sobraram, 2 se mataram, uma morreu de tanto chocar ovos (sério, quando ela morreu ainda tinham uns três ovos escondidos na gaiola) e o último (chamado “Ricardão” – não ria) morreu de velho mesmo.

E devo adicionar um fato interessante a isso. Um de nossos periquitos se chamava Azulão. Depois de uns 3 anos, descobrimos que na verdade se tratava de uma fêmea. Estranhamente, foi ela que assassinou o outro periquito. Acho que a mudança de sexo deve ter afetado o humor dela.

Tive também um papagaio, que atacou minha empregada e teve que ser solto.

E tenho quase certeza que quando tive que tomar conta do peixinho do meu amigo eu devo ter deixado ele morrer.

É, realmente na tenho muita sorte com bichinhos de estimação...

E deve ser algo que corre no sangue, já que minha mãe tinha uma cachorra (uma pastora belga) que queria comer meu irmão. Não muito saudável...

Percebe-se que minha família não tinha muita sorte com essas coisas...


O fato é que desde os meus 10 anos que eu fiquei sem ter nenhum tipo de bichinho de estimação... Nem sequer um tamagochi.


Até que, uns 3 anos atrás, minha mãe decidiu que tava na hora de a gente arranjar um cachorrinho. E eu iria ajudar a escolher...

Justo os dois com a maior sorte.

Houve um certa dificuldade em escolher qual raça nós queríamos. Rotweiller... Labrador.. Golden Retriever... Eu adorava todas elas... E minha mãe também adorava..

Até que um dia, minha mãe encontrou um anuncio de um mulher cujos cachorros estavam para ter filhotinhos. A raça: golden retriever.

Fomos então, ela e eu, ver se conseguiam escolher um. Uma das tarefas mais difíceis.

É de conhecimento público que todo filhotinho é fofo. É impossível escolher um entre tantos.
E haviam 6 deles pra escolher.

Nós já havíamos decidido que queríamos uma fêmea, o que reduziu a escolha para 4 filhotinhos. O que não tornou mais fácil, já que os machos eram os únicos que se conseguia distinguir daquele monte de porquinhos com pelo, um deles era branco, e outro era mais escuro que todos os outros.

Enquanto a gente tentava escolher uma delas, a mãe dos filhotinhos apareceu para amamentar eles. A mãe deles, chamada Meg, era um doce de cachorra. Era calminha, com pose de lady e tudo o mais.

Sobre o pai deles, chamado Buddy, não se podia dizer a mesma coisa.

Logo que a gente chegou na casa ele começou a pular desenfreadamente, derrubando metade da casa no processo. A dona dele foi brigar com ele, fazendo com que este tentasse se esconder debaixo da mesa. Péssima idéia, já que ele tem mais de 40 kg, e você deve imaginar o tamanho dele. Depois que ele se acalmou, ele some e volta segurando uma galinha de borracha para brincar. Esse cachorro é um caos.


Voltando a amamentação...

Na hora que a mãe deles apareceu, os 6 filhotinhos começaram uma algazarra para conseguir chegar até ela, trombando um nos outros e tudo o mais.
No meio dessa zona, uma das cachorrinhas, pobre e indefesa, veio chorando pra mim e pra minha mãe, pedindo colo para que a salvassem daquele caos.

“Definitivamente, é essa que vamos escolher...”
Ou devo dizer que talvez ela que tenha nos escolhido. Dizem que o cachorro que tem que escolher o dono, o que parece que foi o caso.

Com uma inspeção mais demorada, percebemos que ela possuía algo diferente de suas irmãs: um “babador”. Os pêlos do peito dela eram bem mais claros que os do resto do corpo, algo que os outros filhotinhos não tinham.

Finalmente havíamos escolhido uma “nova integrante” da nossa família.

Resolvemos dar o nome dela de Kira (escolha da minha mãe... e não tem nada a ver com aquele cara do Death Note).

Infelizmente só poderíamos ir buscá-la depois de um mês. Até lá eu tive que ficar ansioso e imaginando como seria a minha bela cachorrinha.


E aí? Será que a Kira iria ser uma lady como a mãe? Ou era iria vir um caos que nem o pai dela?


Então gente... Um texto curtinho. Essa vai ser uma “série” aqui. Conforme eu for escrevendo os contos sobre minha bela e meia cachorrinha eu vou colocando aqui.

Afinal, esse blog não é o “Dia de Cão”?



Tenham um bom dia!

3 comentários:

  1. Eu também tive uma cachorra chamada Kira (uma vira-lata de marca maior), ela ficava na casa de campo da minha avó.

    Ela era, como eu posso dizer, um espírito livre, fugiu com uns 6 meses conosco. Dois meses depois nós a encontramos no centro da cidade, obesa, vivendo ao lado de um bar/restaurante, em suma, vivendo a boa vida.

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  2. Ficou bacana o texto, vai ser legal ver o "Dia de Cão" da Kira.

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  3. Ri muito com esse texto! Mal posso esperar pela segunda parte.

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