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terça-feira, fevereiro 01, 2011

Jogos que educam


Já se foi o tempo em que jogos eram vistos como coisas “infantis” ou meras formas de passa-tempo. Hoje em dia a indústria dos games possui orçamentos de fazer inveja a qualquer produtor hollywoodiano, com jogos dos mais variados tipos pras mais variadas faixas etárias.



E dizer que games são baboseiras que nada adicionam a sua vida é uma grade baboseira em si.

Pelo menos pra mim, os video games tiveram grande influência no meu desenvolvimento.

Como?, você me pergunta.

Como, eu te respondo.


E calma, que não to falando de jogos educativos.
Apesar de que eu já joguei muitos em minha infância...


Jogos ajudam a desenvolver os reflexos

Sabem aquelas coisas que sempre falam “foi comprovado cientificamente...”, mas nunca botam uma fonte confiável?

Eu ia fazer a mesma coisa. Mas ai eu ia perder a pouca credibilidade que eu ainda tenho, e os deuses sabem o quanto isso ia ser um saco...
Mas é meio que tomado por certo que jogar games ajuda a aprimorar os reflexos.

E nem precisa ser aqueles joguinhos no estilo “Guitar Hero” (que eu odeeeeio), mas qualquer jogo.

Eles te obrigam a ter reações rápidas, precisão e timing perfeitos.


Não que os gamers são capazes de desviar de balas e segurar flechas, mas dar um video game pra uma criança ajuda bastante no desenvolvimento dela.


Além do que...

...Também ajudam o raciocínio

Sou um árduo jogador de RPGs, e já joguei muitos jogos de estratégia em minha curta vidinha. E uma coisa que eles me ajudaram foi a tomar decisões rápidas e bolar estratégias para vencer os inimigos.

E não só esse tipo, como outros games também ajudam bastante na hora de parar e analisar os problemas.

Da mesma forma que em um jogo você para e pensa “Pô, se eu for fazer isso não vai dar certo. Se eu for por aqui posso me dar mal... Talvez seja melhor fazer tal coisa”, você acaba tendo a mesma linha de raciocínio para problemas da vida real. Algo como uma “análise de riscos”.


Jogar ajuda a aumentar sua cultura

Desde que as pessoas decidiram que não bastava só ir salvar a princesa “por que sim” que os jogos começaram a se preocupar cada vez mais com suas histórias.

E para acompanhar a necessidade de histórias mais bem elaboradas, começaram a buscar inspiração em coisas do mundo real para poder enriquecer os jogos. Desde religiões e culturas, a até trivialidades e coisas do cotidiano, tudo foi sendo usado como base para o desenvolvimento do enredo dos jogos.


Só para ilustrar, com os jogos me interessei por temas como mitologia Greco-romana e nórdica, tarô, signos, divindades budistas e xintoístas, entre outros temas que de outra forma nunca teriam chamado meu interesse.

Sem contar que como os jogos vêm de outro país (geralmente o Japão, né...) eles acabam carregando junto um pouco da cultura daquele país. Por exemplo, jogando Persona 3 você pode até aprender uma ou outra coisa sobre os costumes nipônicos.

Não que você se torne um especialista em cultura ocidental só com jogos, mas pelo menos eles vão atiçar sua curiosidade para se aprofundar no tema.


Prepare-se para aperfeiçoar seu inglês

Eu fiz uns 4 anos de curso de inglês, além das aulas normais na escola até o 2º ano do ensino médio, mais as aulinhas do cursinho. Ajudaram bastante, devo admitir.

Mas sabe o que me ajudo mais ainda?

Não, não foram cursos on-line... Babacas.

Jogar video-games religiosamente desde os 10 anos de idade conseguiu fazer com que eu criasse uma afinidade com a língua inglesa.

Não que eu seja um fluente (nunca testei a sério meu inglês), mas dificilmente encontro um texto nessa língua que eu não consiga entender, e consigo me virar muito bem assistindo filmes e vídeos totalmente em inglês.

A ajuda que os games me deram foi aumentar meu vocabulário (meu irmão até diz que sou praticamente um dicionário de inglês), me familiarizar com pronúncias, sotaques e gírias (graças as dublagens bem-feitas).

Além do que, de tanto jogar jogos em inglês, essa língua já se tornou QUASE natural pra mim. Conforme os diálogos e textos vão aparecendo, dificilmente eu tenho que parar pra traduzi-los. É como se o cérebro já fosse assimilando tudo automaticamente enquanto lê.

Entenda que não estou me gabando nem dizendo que tenho super-poderes. Isso é algo comum com quem entende o idioma, mas também só vem com muita prática.

E os video-games trazem isso: a prática. Você vai exercitando seu inglês regularmente, e quando menos espera já está entendendo as coisas sem necessidade de raciocinar a tradução. E aí você vai estar no meio de uma conversa e só vai lembrar como diz algo em inglês, e esquecer como se diz em português.




Já deu pra perceber que, pra quem tem a mente aberta, os games conseguem oferecer muita coisa boa.

Então, antes de sair por aí torcendo o nariz por que uma amigo seu de 30 anos joga Little Big Planet, pense bastante nesse assunto.



É isso aí, galerinha.


Deixem nos comentários aí outras coisas que vocês aprenderam com VGs, ou até me xinguem por que não concordam com meu ponto de vista.



Tenham um bom dia!

3 comentários:

  1. Concordo perfeitamente com tudo o que você disse Kaum. Dizer que video-games são coisas de criança é a mesma coisa que admitir ser um ignorante por completo. Uma coisa que eu acho muito bacana dos jogos atuais nessa questão do reflexo são os QTE, que te obrigam a pensar rápido e a reagir instantâneamente, melhorando bastante a coordenação motora também. Algo que também ja foi comprovado também é que games também são ótimas maneiras de descontar suas frustrações do dia-a-dia. Afinal de contas, é melhor explodir no GTA e descontar sua raiva em pessoas que voltam infinitamente do que na vida real.

    Eu acho que me empolguei hehehe, ótimo post.

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  2. Brilhante o post. E saiba que a minha mãe é psicóloga, e ela diz categoricamente que video games não levam uma pessoa à cometer assassinatos, se uma pessoa matou inspirada em video games ela mataria cedo ou tarde, inspirada por filmes, livros, religião ou pois a banda RBD acabou.

    Os games são só um alvo fácil para polêmica.

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  3. "Os games são só um alvo fácil para polêmica."
    perfeita essa colocação.
    esses caras que reclamam da influência de games reclamariam de qualquer coisa, mas eles sabem que TV, filmes e músicas são oponentes muito fortes, e caem de pau nos games, que é algo mais "incompreendido" e aí correm menos riscos de perder a discussão

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