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domingo, janeiro 23, 2011

Brincadeiras “violentas”


Você pode gostar de crianças, ou pode não suportá-las. Mas uma coisa todos temos que concordar: toda criança é um mini-psicopata em potencial.

As crianças têm uma grande habilidade de causar dor e sofrimentos naqueles que estão ao seu redor.



Problemas de bullying, crianças chatas gritando no shopping, moleques mimados puxando o cabelo da irmãzinha... São muitas as maneiras que a pivetada encontra de atazanar a vida dos outros.


E o problema é que todo mundo já foi assim, não adianta negar...


Quer ver?

Vou fazer uma lista das brincadeirinhas sádicas que eram comuns entre as crianças, e se você nunca brincou de nenhuma delas, você provavelmente é o próximo messias.

E olha que isso por que deixei de lado o “montinho” e o “cuecão”...


Mãe da mula

Já comecei pesado. Essa era a brincadeira mais cruel entre meu circulo de amiguinhos do meu prédio. Ela inteira consistia em formas diferentes de se causar dor e humilhação a um pobre coitado.

Eu não sei se o nome da brincadeira é esse mesmo, mas vou explicar mais ou menos como funcionava:

Um azarado do grupo tomava o lugar da “mula”, enquanto os outros ficavam com outros “postos” que eu não lembro muito a diferença. Tinha um “posto” em especial, que era disputado a tapas: o de “Pai”.

Basicamente, o pai escolhia as provas impostas ao grupo, e, claro, os castigos a mula. Tudo mera formalidade. O espírito do jogo era só ferrar com a vida da mula.

Os castigos que eu mais lembro incluíam desde o clássico montinho, a até coisas mais elaboradas, como a “motoquinha” (deixar a mula de “quatro”, subir nas costas dele e usar as orelhas do pobre coitado como a direção de uma moto) e uma que consistia em deixar a mula contra a parede, sair correndo e dar uma baita prensada no coitado.

Tinha jeitos de trocar de posição, se tornando a mula, mas, como eu disse, não importa. O que importa é que se você fosse a mula, você tava ferrado...


Fusca azul


Essa brincadeira quase ninguém lembra, até o momento em que alguém aparece do nada e te dá um soco no braço sem você saber o porquê.

Como era essa brincadeira? Simples. O primeiro que ver um fusca azul na rua tem o direito de dar um soco bem dado no braço dos seus amiguinhos que não perceberam o carro.

Imagino o quanto um cara que dirige um fusca azul deve receber de socos no braço...

Há variações dessa brincadeira, como a que meu amigo chama de “Gorda de rosa”, que simplesmente é dar um chute/soco/tapa em quem tiver do seu lado toda a vez que vir uma moça “rechonchuda” vestindo rosa.

E também parece que se, ao invés de um fusca, for um New Beatle, a quantidade de socos aumenta.


Imagina se aparece uma gorda de rosa dirigindo um new beatle azul?


Brutality!




E eu brinco disso até hoje com meus amigos da facul...

Até com a minha mãe e minha tia eu brinco disso.




Sim, eu dou socos na minha mãe na minha tia.
Já me acostumei com a idéia de ir pro inferno...


Arranca-toco

Outra brincadeira bem comum lá no meu prédio.

E agora que paro pra pensar, acho que o pessoal do meu prédio tinha sérias tendências assassinas.

O “objetivo” do jogo, se é que se pode chamar assim, era trancar todos os moleques na quadra, jogar umas 3 bolas de futebol (daqueles bem pesadas) e começar um jogo de “queimada” usando seus chutes mais poderosos.

E o jogo tinha esse nome, pois a parte mais atingida das pessoas era sua retaguarda baixa..


É...



Saiô-Maiô

Essa era clássica. Todo mundo jogando bola, e quem tomasse um “rolinho” (passar a bola por entre as pernas) era linchado até conseguir alcançar um dos gols.
Mais uma desculpa para bater nos amiguinhos.



E sim, o pessoal do meu prédio brincava disso direto.



Brincadeira do “ai”


Essa não era uma brincadeira do meu prédio. Era da minha escola.

Se bem que na minha escola tinha pessoas do meu prédio... Então ta tudo na mesma.

Essa brincadeira não se chamava assim. Na verdade ela nem tinha um nome. Eu só a chamo assim pra ter do que chamar, oras.

O que se tinha que fazer era fazer uma rodinha “dando as mãos”. Então tinha que dar um belo de um tapão na mão da pessoa a sua esquerda. Quem soltasse um mísero “Ai!” tava fora da brincadeira. O problema é que você dava o tapa e recebia o tapa na mesa mão (a direita), o que fazia com que no fim da brincadeira estivesse todo mundo com a mão inchada.

O curioso é que essa brincadeira não tinha nenhuma punição para quem era eliminado.


Era só uma questão de honra mesmo.



Arreia

Essa não era violenta. Ela só tinha um alto potencial “merdístico”.

As chances de algo dar errado nessa brincadeira era algo em torno de 100% e “você vai morrer”.

Vou tentar explicar como ela funcionava:

Seus amiguinhos eram divididos em dois grupos iguais, e uma pessoa servia como “juiz”.
O primeiro grupo tinha que fazer uma fila agachados em “trenzinho” (éééé...) e o segundo grupo tinha que subir nessa fila e ficar montado em quem tava embaixo SEM USAR AS MÃOS. Depois que todos do segundo grupo tivessem conseguido escalar em seus amiguinhos do primeiro, os pobres coitados que estavam embaixo tinham que tentar derrubar quem tava em cima, só balançando. Depois trocava de lugar e quem conseguisse ficar mais tempo ganhava.

O juiz era mera formalidade, como você pode notar.

Mesmo não sendo violenta, essa brincadeira causava sérias escoriações em seus amiguinhos, já que quedas abruptas nunca são uma boa maneira de se chegar ao chão.




Se ao fim desse texto você não fez nenhuma dessas “traquinagens” nem nenhum parecida, parabéns, seu karma te concederá uma segunda vida cheia de luxos, e você será um rico bem dotado, com assas!


E só não falo de montinhos por que já quebrei o braço de um amigo assim, e quanto menos falarmos disso, melhor.


Se vocês lembrarem mais alguma brincadeira sádica, comentem...



Até se não lembrarem, comentem.


Tenham um bom dia!

8 comentários:

  1. Deus não queria que eu brincasse dessas coisas, pois sempre que eu brincava eu me fodia.

    Uma brincadeira que tinha na minha piscina 9que não tem nome) consistia em uma competição de natação. O último colocado levava caldo de uma garoto de uns 13-14 anos (eu com 9-10 na época) que era o inventor da brincadeira.

    Essa era a única em que eu não me fodia constantemente, já que eu sempre nadei muito bem, mas eu quase afoguei um garoto de sete anos...

    Foi legal!

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  2. Cara, Vou acostumar com a ideia de ir para o inferno tambem !

    ps: o fusca azul em frente a FEQ não vale!!!!

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  3. Não brincava de nenhuma dessas brincadeiras, pois eu preferia as mais violentas.

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  4. Eu lembro que eu brincava direto de "ai" no meu antigo colégio.

    As outras eu nunca brinquei (ja que nunca tinha ouvido falar), mas de vez em quando tinha um futebol americano lá no meu colégio (o chão era a quadra dura mesmo) e bom...você pode imaginar uma porrada de muleques jogados no chão enquanto um louco gritava montinho até acabar o ar dos pulmões.

    Esse aí era eu, hehehe

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  5. Não conheço nenhuma dessas (até conheço "cuecão" e "montinho", só que nunca presenciei), mas já brinquei de algumas parecidas.

    Na minha antiga escola, tinha a "mochila". Quem estivesse brincando não poderia sentar em cadeiras sem antes "pedir mochila". O maluco que esquecesse levava, de cada um que estava participando, um soco bem dado nas costas. Eu consegui a façanha de levar um soco na cara sem nem mesmo estar brincando no dia (um deles me acertou na hora de puxar o braço para trás antes de dar o soco. XD ).

    Uma outra era assim: nessa mesma escola, tinha um canto onde a parede possuía um formato de V. Algumas vezes sobrava para alguém ser esmagado por outros nesse canto. E mais uma vez eu me ferrei: em uma vez que fui parar lá, meio que do nada apareceu um pessoal que nunca tinha brincado disso antes, ou seja, o número de "esmagadores" dobrou, e eram um pouco maiores que os tradicionais.

    E por último, tínhamos o "arrastão". Um grupo fazia um tipo de corrente humana e ia em direção à vítima que, se fosse cercada, apanhava de socos e principalmente pontapés. Nessa, pelo menos, eu nunca fui a vítima e nunca me dei mal de nenhum outro jeito.

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  6. lembrei de um outra brincadeira do meu prédio:
    "elevador tem quatro cantos.."
    alguem falava isso quano a gente tava no elevador, e aí tinha que ficar uma pessoa em cada canto do elvador, que sobrasse levava murro..

    divertido..
    XD

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  7. Eu nunca brinquei disso e nem quero brincar, que vcs que brincam e/ou brincaram não sabiam o erro e a dor que causavam em alguém ou que o alguém causava em vcs...

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