Desocupados que passaram por aqui

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Esqueceram de mim 2: Perdido em Nova Iorque : Furando a fita de tanto assistir


Caaraca..

Ainda bem que não tenho uma legião de fãs furiosos. Caso contrário iriam querer arrancar o meu coro pela demora por postar esse texto.
Vocês têm que entender... Eu tive vários imprevistos...



É... A preguiça me pegou desprevenido.



Mas pelo menos consegui postar antes do fim do ano...
Faltando menos de 10 horas pra acabar o ano... Mas tanto faz.

Lembra que eu fiz um texto sobre coisas que se repetem no natal? Claro que se lembra... foi nesse mês ainda...

Tem uma coisa sobre a qual eu não falei, e que tem que acontecer todos os anos, senão o mundo entra em colapso.
E essa coisa é esse filme...

Desde que eu me entendo por gente (o que não faz tanto tempo assim... digamos que por meados dos anos 90) esse filme passa na televisão. E não poucas vezes. Todo ano ele passa na época do natal. E se você tiver TV por assinatura, ele passa(ou passava, até uns 2 anos atrás) toso os dias durante as últimas 3 semanas do ano.

Eu assisti ele tantas vezes que quase decorei ele.


QUASE!

Com licença que vou ir assistir ele e já volto pra terminar o texto.


(2 horas depois)

Minha memória não é mais a mesmo, desculpem.

Comecemos então.


Não sei nem se eu tenho que explicar a história desse filme. Esse filme passa na TV a quase 20 anos, e se você não assistiu você provavelmente é o Walt Disney e acabou de ser solto de seu sono criogênico.

Mas por mera formalidade, vou falar mesmo assim.


A história fala do pobre (nem um pouco pobre) garoto Kevin, nosso velho amigo Macáule Cáulquin (ou seja lá como se escreve o nome dele). No natal sua família resolve ir viajar pra Miami, mas por uma ironia do destino ele acaba se separando de sua família e indo pra New York. E aí começam suas aventuras na Big Apple, fugindo de recepcionistas malvadas de hotel, bandidos atrapalhados e uma velha esquisita coberta de pombos.

Esse filme segue a fórmula de filmes que fizeram sucesso na década de 90 (gênero que por acaso foi praticamente criado pelo primeiro filme da série), onde um garotinho conseguia pegar os malvados em uma sucessão de armadilhas dignas de Mac Gyver, causando diversas escoriações nos pobres meliantes.


E, cara, como esses filmes eram divertidos... Quando se tinha 5 anos.


Não me entenda mal, eu adoro esses filmes, mas depois que se fica velho e se começa a ter uma noção de realidade, esse tipo de coisa se torna mais forçada do que já era antes, com sua “física Looney Toons”

Mas estou apenas divagando... Esse texto não é para criticar, e sim exaltar um dos ícones da minha infância.


Com esse filme eu aprendi algumas coisas:


- a família do Kevin é uma das mais desajustadas que eu já vi na vida. Além de serem 14 pessoas na mesma casa, os pais tem a coragem de esquecer o filho para trás DUAS vezes, com bandidos à solta.

- além de desajustada a família dele deve ter uma plantação de dinheiro... Ou são traficantes de armas. MEU DEUS! De onde o Kevin tira tanto dinheiro pras coisas que ele compra no filme? (e sim... eu sei que ele usou um cartão de crédito... mas ou o pai dele pagou tudo no fim do filme ou então as próximas 5 gerações da família vão ser obrigadas a trabalho forçado)

- O My Caule Cáu Quem devia ser estrategista de guerrilha. Ele consegue manipular todos a sua volta, consegue criar dispositivos mirabolantes, e ninguém é páreo para ele.

- se os criminosos mais perigosos de NY forem do naipe dos “Bandidos Molhados” acho que o Homem Aranha e o Quarteto Fantástico devem ter pouco trabalho. Acho que isso explica o por que de que sempre que vai ter uma ameaça cósmica, ela tem que acontecer por lá.

- o Mc Aulen Kalken nunca viu o sol em sua vida. Sério. Eu sou branquelo... Mas ele é tipo uma calota polar, velho!


Esse filme tem muitas coisas que marcaram a infância de muita gente. Tenho quase certeza de que todos que o assistiram quando pequenos devem sonhar em ir sozinhos pra uma grande cidade e ficar hospedado num baita hotel. E admito que eu até queria um enfeite de árvore de natal de duas pombinhas graças a esse filme.

Sim... Eu era uma criança muito influenciável.


Como não podia deixar de ser as armadilhas do nosso jovem albino são muito divertidas (apesar da já mencionada “física Looney Toons”). Eu juro que eu sentia muita dó dos ladrões nesse tipo de filme, e torcia pra que eles conseguissem pegar o malandrinho e o fizessem pagar pelos seus crimes contra a humanidade.

A melhor cena de todas é a na hora que o pessoal do hotel vai no quarto e é recepcionado por uma gravação de um filme de mafioso.

“Ajoelhe no chão e diga que me ama...”

“Feliz natal, seu animal imundo.... E um feliz ano novo!”

Ho ho ho.. Um deleite, eu diria.



E vou terminar comentando uma coisa, uma cena, onde nosso amigo Kevin se pergunta por que alguém iria comemorar o Natal em um lugar de clima tropical.

Me pergunto o mesmo. Nada do que a gente comemora aqui no natal condiz com nosso clima.
Botam um cara com quilos de fantasia em pleno sol de meio dia de verão, a gente come toneladas de comida que não caem bem com o calor da época... E ainda temos a pachorra de procurar árvores de natal.

Na minha opinião, no Brasil o Papai Noel deveria vestir bermudão e havaianas, nós deveríamos comer espetinho de peixe e tomar açaí, e nossa árvore deveria ser uma castanheira.


Avaliação: você TEM QUE assistir a esse filme todos os anos na véspera de natal, senão o Papai Noel vai ficar bravo com você, e você vai passar o resto de sua vida ganhando carvão. E vegetal ainda, que é mais fraco que o mineral.



Mas hein?

Esse filme é fraco, previsível, clichê... mas é dos anos 90. Naquela época tudo era bom, o Makaulecalquin era apenas um garotinho braquelo esquisito e rico, e não um cara de 30 anos branquelo esquisito e rico. Todas as crianças naquela época queriam ser amigas dele, apesar dele ser um pequeno babaca.


Esse filme marcou minha infância, junto com a de milhares de outras, e merece ser assistido tipo numa quinta feira a noite com pipoca e tang de laranja.

E desculpem por esse texto pobre. Eu ia fazer algo mais elaborado (tipo uma análise de filme a-lá "Blog do Hamer"), mas tenho estado sem “tempo” esse fim de ano, e minha internet não tem cooperado muito.

Então resolvi fazer só uma coisinha simples pra não passar o fim do ano em branco (HÁ!).


Só queria deixar aqui um abração pra todos os meus (poucos) leitores. Que vocês tenham um 2011 super demais, ou que pelo menos que não seja a mesma merda que 2010 foi. Muitas conquistas, muitos sonhos realizados, e muitas promessas vazias que você vai esquecer logo na primeira semana.


Bom fim de ano! E até ano que vem, galera!



Tenham um bom ANO!

3 comentários:

  1. os caras são traficantes/mafiosos russos. pronto. explica tudo!

    boas festas, henrique! e que 2011 broque! XD

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  2. Feliz ano novo!

    Você é ignorante, não entende as complexidades filosóficas dos filmes de macaco calvo, ops, Macaulay Culkin, é tudo uma metáfora para a ignorância americana e a grandiosidade do sistema Socialista!

    Qualquer meio retardado é capaz de perceber isso!

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  3. espírito de ano novo (bebedeira de virada de ano) contagiando a galera..

    hyauhauhau

    mas não é que faz sentido mesmo?

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