Desocupados que passaram por aqui

segunda-feira, setembro 06, 2010

Heavy Rain: assistir um jogo ou jogar um filme?


E voltei ao meu “eu nerd”. Fiquei com saudade e resolvi voltar a minha rotina de reviews de jogos.

E se alguém reclamar que eu sou muito nerd vai levar chute na orelha.


Pois bem...

Recentemente eu adquiri o meu tão esperado PS3 (tudo bem que eu quase fui a falência pra comprar esse George Foreman Grill com leitor de blu-ray) e com ele finalmente pude me atualizar com os jogos mais recentes.



Com minha parca biblioteca de jogos, resolvi alugar um jogo simples pro fim de semana. E acabei escolhendo esse, depois de ter ouvido falar dele há tempos atrás.
Heavy Rain apareceu na mídia fazendo estardalhaço e prometendo uma nova forma de se jogar.
Será que todo o hype foi por nada? Ou será que esse jogo irá mudar sua vida?


Mais respostas no próximo episódio.




Que começa agora.



O jogo foi uma tremenda aposta da produtora Quantic Dreams (mesma de Indigo Prophecy – que eu nunca joguei). Toda a premissa de Heavy Rain é ser um drama interativo, e todos os detalhes da produção fizeram o possível e o impossível pra tornar isso verdade. Desde a parte gráfica, quanto a sonora, a história e, principalmente a jogabilidade foram minuciosamente trabalhadas para que o jogo passasse uma sensação de imersão, como só os bons filmes são capazes de fazer.

Sinceramente eu acho um tanto difícil escolher apenas uma parte do jogo (história, gráficos, jogabilidade...) como minha preferida. Porém, vou começar pela mais importante, principalmente levando em conta a premissa do jogo. A história.


E também por que eu sempre começo minhas análises pela história...

Por que agora seria diferente?


A trama gira em torno de Ethan, um pai de família que após perder um de seus filhos em um acidente, passa a se culpar, fazendo com que sua vida fique em frangalhos, se divorciando e se sentindo cada dia mais distante de seu filho restante.

Após uma vista ao parque com o pequeno, Ethan começa a se reaproximar dele. Mas, como alegria em drama dura pouco, após ter um blecaute de memória, Ethan acorda e descobre que seu filho sumiu, e, pra piorar, tudo indica que ele é a mais nova vítima do “Assassino do Origami”. As vítimas desse serial killer são sempre meninos de entre 9 e 14 anos (que, pasmem, é a idade do filho de Ethan), e são sempre encontradas mortas por afogamento em água de chuva, segurando um pequeno origami e com uma orquídea (acho que era orquídea) junto ao corpo.

Ethan então descobre que o único jeito de salvar seu filho é passar por provas cruéis com a única finalidade de testar o quanto ele realmente está disposto a sacrificar para ter seu filho de volta.

Além de Ethan, há mais outros 3 personagens centrais.



Madison, uma jornalista investigativa com insônia crônica, que se vê lançada nessa confusão após encontrar Ethan. Scott, um investigador privado contratado pelos pais das vítimas (e que, apesar de ser um gordinho boa-praça é o cara com mais brigas por metro quadrado de todo o jogo). E Jayden, um agente do FBI mandado para ajudar na captura do assassino.

A história é contada alternando entre os quatro personagens, interligando suas histórias e mostrando várias perspectivas sobre a trama. Esse tipo de andamento pode, a primeira vista, parecer inapropriado, com o risco de quebrar o ritmo da narrativa.

Ledo engano, meu jovem. (nossa... Falei bonito)


Mesmo que no começo do jogo a troca constante de personagens possa tirar um pouco do impacto, conforme a história avança, todos os quatro personagens vão estar tão dentro da merda (péssima metáfora) que não importa com qual que você jogue: a tensão será uma constante.

A história é realmente boa. Tudo bem que sou suspeito, pois tenho uma queda por história de serial killers. Há bastante tensão, momentos memoráveis e uma boa dose de escolhas morais difíceis. Pode haver um ou outro ponto solto na trama, mas no geral ela vai conseguir manter o jogador preso ao controle.


E falando em ficar preso ao controle...


A jogabilidade é um grande diferencial. Mas, nesse caso, é tanto no lado bom, quanto no ruim.
O jogo basicamente é um minigame de apertar botões. Sabe, que nem no God of War? Bem por aí.

Mas calma que isso não é a parte ruim. Isso é bom. MUITO bom. Vamos por partes então.

O jogo consiste em investigar o cenário até começar alguma interação. Durante a exploração, você interage com os objetos fazendo certos comandos com o controle. E esses comandos caem muito bem. Por exemplo, para abrir uma garrafa, é preciso descrever um círculo com o analógico. Para abrir uma porta fechada, é necessário balançar o controle com força. Todas essas respostas são bem interessantes.


Infelizmente a exploração não é tão boa assim em todos os detalhes. Para movimentar-se, é preciso segurar o R2 para andar, e usar o analógico esquerdo para “virar a cabeça” do personagem e escolher sua direção. Essa escolha de controles não é nem um pouco intuitiva, tornando muitas passagens muito frustrantes. Somando-se a isso o fato de que há mudanças de posicionamento da câmera, muitas vezes você vai se encontrar andando em círculos até conseguir acertar a direção. E, para piorar, há certas partes do jogo onde é necessário mover-se com mais velocidade, coisa que é muito difícil de fazer.

E isso sem contar que essa história de virar a cabeça para guiar o caminho fica meio feio, e as vezes parece até que o personagem está possuído, mexendo a cabeça pra lá e pra cá e mudando de direção a toda hora.

E esse é praticamente o único ponto negativo que consigo pensar sobre a jogabilidade.


Nas cenas mais interativas, como, por exemplo, nas brigas e perseguições, é necessário realizar as seqüências de comandos rapidamente. Porém, diferente de outros jogos que utilizam esse método, errar um comando não irá fazer com que você perca tudo e tenha que reiniciar a cena.

Ao invés disso, há uma “árvore de possibilidades”. Cada comando certo ou errado provoca mudanças na cena, possibilitando uma grande quantidade de seqüências de ação. Por exemplo, errar um comando na hora da briga pode não te matar, mas vai ficar cada vez mais difícil derrotar o inimigo. Já acertar tudo, torna as coisas mais fáceis.

Com todas essas possíveis mudanças no desenrolar do jogo, é claro que haveriam vários finais. E, de fato, há 7 finais. Além de várias mudanças sutis (ou nem tanto) ao longo da história. Pra ilustrar, tem cenas que aparecem nos trailers que eu nem cheguei a ver durante a primeira vez que eu joguei.

E desista da sua vida social. Você vai se sentir na obrigação de ver todos os finais possíveis.


A parte gráfica do jogo é um esplendor. Não vou dizer que são os melhores gráficos do PS3, mas com certeza chega perto, além de que eles são incrivelmente realistas.

Todos os personagens foram feitos captando-se movimentos, tanto corporais quanto faciais, de atores reais. Inclusive, um dos extras do jogo é a escolha dos atores e a gravação de algumas cenas. Ao ver os atores reais você até vai ficar com o queixo caído, tamanha a semelhança entre o real e o virtual.

Além disso, o grau de detalhe dos gráficos é incrível. Durante as telas de loadings, é dado um close no rosto dos personagens e é até possível perceber detalhes como a barba mal feita de Ethan, ou as cicatrizes do Jayden.


E nos cenário também é possível notar uma grande preocupação nos detalhes. Todos os ambientes ficaram muito bem feitos, desde um shopping lotado, com suas luzes e lojas movimentadas, a até uma planta de energia abandonada que passa um clima incrivelmente tenso. E, claro, um grande destaque para a chuva presente no jogo, que muitas vezes parece real.

Todo esse trabalho com os gráficos, cenários e movimentação, e somando o já mencionado fato de haver várias seqüências possíveis de cenas, percebe-se que os produtores do jogo dedicaram muito tempo nele.

Eles merecem um dedão positivo do Papi Kronk.


E quanto a parte sonora... aí a coisa continua na mesma beleza.

As dublagens, quando não ótimas, são no mínimo competentes. Os mesmos atores que emprestam o rosto, também emprestam as vozes, aí nem é preciso dizer que as vozes combinam perfeitamente né?

E quanto a trilha sonora, só posso dizer que é esplêndida. As musicas são perfeitas para entrar no clima, aumentando a tensão e chegando até o ponto de te deixar meio paranóico.

Sério. Tinha certas partes do jogo que chegava a ficar angustiado quando a musica começava... Só esperando alguma coisa muito ruim acontecer.


Resumindo:

O jogo parte da proposta de apresentar m drama interativo. E, DAMM!, ele assim o faz com maestria. A história, os gráficos, o som..tudo no jogo é muito bem feito, e apesar de alguns defeitos, a jogatina não é prejudicada e a diversão é certa.

Mas já é bom ir avisando que esse jogo não é pra todo mundo. Claro que aqueles caras que só jogam GTA e PES vão odiar esse jogo. O publico alvo são aqueles que preferem uma boa história a uma jogabilidade frenética e ação desenfreada.


Avaliação:Se você tem um PS3, você TEM QUE JOGAR ESSE JOGO!

Uma dica: jogue esse jogo como se fosse um filme.


Você gosta de ter um filme na prateleira e assisti-lo várias vezes? Então compre esse jogue, faça todos os finais, e jogue repetidas vezes.

Se você não é tão aficionado assim, apenas o alugue por um fim de semana, zere-o uma vez e devolva. Depois de um tempo alugue de novo, e vá aproveitando aos poucos.



E tem uma cena onde a Madison toma banho.


Achei que você gostaria de saber...

Se você for um garoto com hormônios a flor da pele.


E é isso aí galera.


Desculpe quem não gosta de meus textos nerds, mas isso faz parte de mim, e vocês precisam aprender a me aceitar como eu sou.



HELL YEAH!




Tenham um bom dia!

5 comentários:

  1. Seu corno, eu queria falar de Heavy Rain, buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

    Eu..

    vô falar...

    Pra minha...

    mããããããããe!

    "Recupere-se tolo!"

    #tapa na cara#

    Valeu...

    bem, de qualquer maneira, excelente post, ressaltou muito bem as qualidades de heavy rain, sem dúvida uma das experiências mais ímpares da indústria.

    Nossa, eu consigo falar bonito também!

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  2. sou mais rapido que você!


    não pode ver meus movimentos

    WAaaahauhauhauhaua

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  3. Pô, putafaltadesacanagem! É a segunda vez que o blogspot deleta meus comentários! Tinha escrito um texto de imenso com três parágrafos falando sobre o jogo! Agora fiquei puto e nem comentar nesse post eu vou mais!

    E agora eu me lembrei que acabei de descomprir minha promessa sobre não comentar aqui...

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  4. se eu tivesse um ps3 eu iria ter comprado esse jogo junto com o video game

    ja joguei Indigo Prophecy,e pelo que vc disse os dois são iguais,exeto na movimentação que o IP deve ser pior(eu te juro nunca vi um jogo com uma movimentação tão ruim)

    e outro defeito do IP é a história que é um belo coco defumado e aquecido no microondas,po eu achava que era um jogo super realista no começo,que iria me prender do inicio ao fim sem exagerar em nada e perto do meio começa as "fantasias",quem zerou o jogo sabe do que eu to falando.

    bom texto Kaum!
    continue assim champz!

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  5. Além de nerd, é emo e babaca! XD

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