Desocupados que passaram por aqui

quinta-feira, abril 29, 2010

Uma (não tão) breve história sobre SMT


Hell yeah!!

Nem demorei taaanto pra atualizar o blog dessa vez né?
Ficaram felizes agora né?

Mas não vou enrolar muito hoje... Preciso ir estudar.

Dando continuidade ao assunto Shin Megami Tensei, hoje vou falar um pouquinho sobre a série, suas origens, jogos, tudo que eu sei...

...


Que procurei no Wikipédia...




Então de que vale esse texto?


Oras..



Estou poupando o trabalho de vocês já trazendo toda a informação mastigadinha.


Sou um cara legal hein?

Vamos lá.


Para começo de conversa, a série não se chama “Shin Megami Tensei”... não de verdade...

A série começou apenas como “Megami Tensei”. Só depois que o Shin foi incorporado ao nome.

Mas como existem pouquíssimos jogos “MegaTen” (para ficar mais fácil de escrever), a série é mais conhecida como SMT mesmo.

Essa incrível série de jogos teve seu início não com um jogo... Mas sim com um livro.

E se você adivinhar o nome do livro eu te dou um biscoito...
...


...

Não.. não é Megami Tensei.


O livro se chama “Digital Devil Story”.

HÁ!

Bazzinga!

O livro foi lançado lá pros anos 80 (não é tão antigo assim), e escrito por Aya Nishitani. Ele é divido em 3 partes: Goddess Reincarnation (agora sim... pra quem não sabe, isso em japonês é “Megami Tensei”), Warrior of the Demon City e Demise of the Reincarnation (esses dois últimos não faço a mínima idéia de como é o nome em japonês).

A história é sobre um garoto, Nakajima, que um dia se cansa das besteiras que acontecem em sua escola e resolve, misturando programação de computadores com ocultismo, criar um programa para invocar demônios. “Pra que?”, você pergunta... “Para botar ordem nas coisas..” eu lhe digo. Com seus “ajudantes”, Nakajima passa a comandar a escola, escravizando todos seus colegas... até que uma menina se muda para a escola.

Esse livro que influenciou a série de jogos, e é possível ver que muitos elementos foram mantidos nos jogos. De cara já dá para citar o fato da invasão de demônios no mundo real, o uso de “programas de computador” para invocar entidades (eu queria ter aprendido isso em “algoritmos e programação”...) e a presença de uma heroína com vital importância para a história.

De fato, é legal perceber a importância das personagens femininas na série. Nada menos estranho já que o nome da série é “Reencarnação da Deusa”.

Esse livro só existe em japa por aí.


É uma pena...

Maaas, há traduções aí pela net..

Eu estou lendo essa.

Podem ler também. Não é uma obra-prima, mas é muito bom mesmo assim. Mistura sci-fi com um terror antigo.

Ainda nos anos 80, a Namco transformou essa história em jogo, e recebeu o nome de... adivinhem?...


Digital Devil Story: Megami Tensei

Dessa vez você acertou né?

A história segue o mesmo enredo do livro, onde Nakajima soltou os demônios no mundo real e resolve consertar todo o estrago feito.

Esse foi o primeiro jogo da série e já estabeleceu padrões que seriam seguidos nos jogos seguintes, como a captura de demônios (TEMOS QUE PEGAR!) e fusão, a perspectiva em 1ª pessoa na exploração de dungeons...e a dificuldade blenorrágica.



Já nos anos 90, foi lançado (ainda pela Namco) o jogo Digital Devil Story: Megami Tensei II, que não é baseado nos livros. A história se passa em mundo pós-apocalíptico (devido à guerras) onde um portal para o mundo dos demônios é aberto. E o resto vocês podem imaginar.

Esses foram os únicos jogos da franquia a serem lançados pela Namco (ambos para o Famicom), já que depois a “Atlus-colhões-de-ferro” comprou os direitos da série, e relançaram os dois jogos.

Infelizmente esses jogos não possuem versões ocidentais.

Apesar de que eu acho que deve ter alguma tradução em andamento por aí na net.


Em 92 foi lançado, agora sob as asas da Atluse para o Super Famicom, o jogo Shin Megami Tensei, que era para ser um spin off, mas acabou se tornando a série principal devido ao seu maior sucesso. A história gira em torno de (adivinhe) demônios invadindo a Terra (nunca imaginaria), guerras e um garoto enfiado nessa história toda após receber um programa de computador que o permite invocar os demônios.

Esse jogo só saiu no Japão também, mas esse sim eu já encontrei tradução por aí na net (não sabe onde? GOOGLE IT!).


Claro, que se for jogado agora esse jogo pode parecer um lixo, mas mesmo assim é um bom jogo...

Velho... Mas bom. Esse jogo continua com as mesmas características dos seus antecessores.

Explore labirintos em primeira pessoa, lute e contrate demônios, sofra muito e salve o mundo.

Tá.. só joguei o comecinho do jogo. Mas recomendo pra quem quiser ver a evolução da série.


Lá para 94, foi lançado Shin Megami Tensei II, ainda para o Super Famicom.

A história se passa um tempo depois do primeiro SMT, e, como não poderia deixar de ser, envolve guerras numa Tóquio devastada e assolada por demônios.

A jogabilidade é a mesma coisa..sem muito pra dizer.

Pra variar, esse jogo não viu a luz do dia aqui no ocidente, mas esse também tem traduções por aí. PROCURE!

Mas esse jogo teve bons motivos para não vir para cá. Há quem diga que esse é o mais ofensivo de todos os SMT.


Quer um exemplo?

O chefe final é Yahweh.


É...



Esse mesmo..


Deus em pessoa...

Ops..

Vocês entenderam...


Como eu sempre digo... a Atlus tem colhões titânicos.

Vale lembrar que quase todos esses SMT mais antigos receberam uma versão PSOne.


Passando muuuuuito tempo a frente, em 2003, foi lançado Shin Megami Tensei III.



A.k.a. Shin Megami Tensei: Nocturne.


É…

Esse vocês já conhecem. Já falei sobre ele e não tenho muito o que adicionar, só que foi o primeiro SMT de verdade a vir para esse lado do planeta.


A vir e sobreviver a isso, claro. Já falo mais disso.

Esses são todos os jogos da série principal.


Durante os anos apareceram também muitos spin off da série e vou citar alguns (já que a maioria deles não é conhecida).


A primeira empreitada fora da série original foi com Devil Summoner. Esse jogo saiu para o Sega Saturn e foi o primeiro jogo 32-bits da série, e conta a história de um Japão “atual” (na época..hehe) onde os demônios são parte do dia-a-dia. Esse jogo recebeu uma versão para PSP, mas nada de tradução.


Essa “subsérie” Devil Summoner gerou mais alguns jogos. Soul Hackers (para o Saturn e PSOne) e mais dois para PS2.


Esses dois de PS2 não tem muito a ver com esses dois outros jogos mais antigos (apenas emprestam o nome). Porém ambos os jogos possuem ligação. Eles se chamam “Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs The Soulless Army” (lançado em 2006 – com tradução pra inglês, graças ao bom céu) e Shin Megami Tensei: Devil Summoner 2: Raidou Kuzunoha vs. King Abaddon (lançado em 2008, finalzinho da vida útil do PS2). Os jogos se passam num Japão pré-Segunda Guerra e misturam uma dose de investigação policial a série.

Esses dois jogos se destacam por serem os únicos da série a usar um sistema de batalha baseado em ação. Ou seja, nada de RPG por turnos... O negócio aqui é distribuir espadas e tiros.


Mas nada muito elaborado assim..

Não se empolgue esperando encontrar um “Shin Megami May Cry”.

E não... Não joguei nenhum deles...


Também foram lançados Shin Megami Tensei IF... (para Super Famicom, sendo uma história paralela ao primeiro jogo), Last Bible (uma versão mais “fantasiosa” de SMT para Game Boy e Super Famicom) e outros jogos bem obscuros, como uma catástrofe para Xbox (Chamado NINE) e um dos únicos lançamentos para o Virtual Boy (Mas que que é isso?),chamado “Jack Bros.”


Para compensar, recentemente foi lançado um MMORPG de SMT, chamado IMAGINE.

Esse eu to tentando jogar a meses...mas nunca consigo terminar de baixar..

E você já sabe como eu me dou bem com MMOs.


Há uma outra “subsérie” bem interessante. “Devil Children”.


Alguém com fezes na cabeça achou que SMT tinha muita coisa parecida com Pokemon...


Afinal...capturar monstros..

E o fato de SMT ter vindo uns bons anos antes do caça-níquel da Nintendo deve ter passado despercebido.


Enfim... A Atlus achou a história engraçada e resolveu fazer uma versão “Pokémon” de SMT, para Gameboy e PSOne.

Só alguém com colhões do tamanho do Everest pra fazer uma coisa dessas e depois continuar lançando jogos sombrios como se nada tivesse acontecido.


Também existe mais uma série para PS2, chamada “Digital Devil Saga”, que a única coisa que eu sei é que é SMT e é difícil...beeeeeeeeeeem difícil...

Ainda preciso jogá-la.


E finalmente vamos falar da “subsérie” Persona.



O primeiro foi lançado para PSOne em 96, sob o nome de Megami Ibunroku Persona.

Originalmente ele só havia sido lançado no oriente.

Infelizmente, esse aqui VIU a luz do dia no ocidente.

Digo infelizmente pois a localização foi uma catástrofe.



Desde uma tradução porca a até mudança na aparência dos personagens (um dos personagens passou de japonês caricato para um afro americano esquisito chamado Mark).

Sério, passe longe dessa versão.

Graças ao deus dos games (e ao lançamento de P3P), a Atlus fez uma versão desse jogo para PSP. E agora sim a coisa ficou boa. Essa sim eu recomendo jogar.


A história passa em uma escola, onde alguns alunos fazem uma brincadeira chamada “Persona” (quase uma brincadeira do copo..só que mais humilhante) onde estranhamente eles recebem o poder de invocar personas (já expliquei o que são).

Eu ainda não cheguei muito longe na história, mas sei que tem algo a ver com um dispositivo bizarro que acabou atraindo demônios e ameaça destruir o universo.

Ou foi o que eu entendi né...

Que seja...

A jogabilidade ainda conta com exploração em primeira pessoa (apenas nas dungeons), porém as lutas são diferentes do estilo antigo (sendo com vista por cima, e os ataques só atingem determinada área do campo). É difícil de explicar...assim que eu zerar a versão de PSP eu falo mais desse jogo.

Em 99 foi lançado Persona 2: Inocent Sin, para PSOne.


Esse jogo melhorou e muito em relação ao seu antecessor. Agora toda a exploração é em 3ª pessoa e as batalhas ficaram mais divertidas.

A história é uma das mais interessantes (*cof cof* minha opinião).


Nela, há uma “entidade”, chamado Joker (nada de “Why so serious”) que transforma o desejo das pessoas em realidade. Claro que esses desejos saem pela culatra e muita coisa dá errado.
Estranhamente, o Joker tem uma certa atenção pelo personagem principal, Tatsuya, buscando vingança por algo que ninguém sabe o por que.

Para rechear a história, demônios aparecem, e todos os rumores espalhados pela cidade começam a virar realidade (isso gera um mecanismo interessante no jogo, onde você espalha rumores para poder se beneficiar).


Junte a tudo isso os personas, e você terá uma história intrigante com um “quê” de investigação.

Esse jogo não recebeu versão ocidental (se bem que eu acho que um dia ele será relançado para PSP), porém há traduções, e eu RECOMENDO que você o jogue.

Esse é um jogo que eu pretendo fazer uma review completa.

Curiosidade: esse jogo possui um personagem homossexual...

E você se pergunta por que esse jogo não veio para o ocidente...



Em 2000 foi lançado para PSOne uma “nova versão” de Persona 2, chamada “Persona 2: Eternal Punishment”.

Esse jogo se passa em um universo paralelo ao do Innocent Sin, porém com os mesmos personagens (apesar de o Joker ter seu visual repaginado, parecendo agora um psicopata..ou o sr. Ruim de Taco...).

Esse jogo veio para o ocidente, apesar de que a tradução não foi a das melhores. Felizmente eu acredito que esse também possui uma tradução na internet, que eu ainda não joguei.


Por fim saíram ainda Persona 3 (sobre o qual eu já falei)e Persona 4 (sobre o qual ainda vou falar) para PS2.


Há ainda mais dois jogos para DS.


O primeiro deles se chama Devil Survivor, e adicionou elementos de RPG tático à série, além de ser um dos MELHORES JOGOS PORTÁTEIS QUE EU JÁ JOGUEI!!

Esse merece um texto enorme só para ele.


E também há o Strange Journey, lançado recentemente, que ressuscitou velhos elementos da série, como perspectiva em 1ª pessoa. Esse também merece um texto só para ele, que pode demorar a sair, pois ainda estou jogando.


E, para finalizar ainda existem animes sobre a série SMT.

Ainda não assisti nenhum, mas eu sei que entre eles tem um OVA sobre o livro (aqueeeele lá do começo do texto), uma série sobre Persona, e uma série sobre “Devil Children”...que deve ser uma catástrofe monumental.... do tamanho dos colhões da Atlus.


Já foi possível perceber que os jogos SMT não são o tipo com que estamos acostumados. Devido a todo o seu clima sombrio, seus temas polêmicos e, claro, uma liberdade tremenda na hora de utilizar temas religiosos, esses jogos não são muito bem recepcionados.

Claro que essa série conta com fãs ardorosos mundo afora.. mas tem louco pra tudo né?

hehe

Ao longo dos anos a série manteve-se quase inalterada em certos aspectos.

A atmosfera sombria, a temática apocalíptica, a contratação e fusão de demônios, a dificuldade, e, claro, o toque de Kazuma Kaneko.

Pra quem não sabe, Kaneko é o game designer de quase todos os jogos da série.

Além de ter dedinho dele em quase todas as partes da produção, o que chama mais a atenção em seus jogos é o seu char design.

Ele mandou um dedo do meio pros personagens bonitinhos, preferindo criar personagens mais sombrios e reais. Há quem reclame que as mulheres que ele desenha são horríveis e talz...mas eu não acho nem um pouco.

Além de tudo o cara que desenha todos os montros da série há anos e...PQP!! QUE TRABALHO!.
De fato, o cara manda tão bem no design de monstros que ele foi chamado pela Capcom para desenhar a versão “Devil Trigger” do Dante e do Vergil em “Devil May Cry 3”.

SSStylish!


E vou parando por aqui hoje, por que o texto ta muito grande e já deve ter gente dormindo..



Até a próxima com o próximo (¬¬) texto sobre SMT.

Tenham um bom dia!

Fontes importantes de onde tirei informação (recomendo uma lida para se aprofundarem):

http://www.hardcoregaming101.net/megaten/megaten.htm

e

http://megamitensei.wikia.com/wiki/Category:Games

9 comentários:

  1. FIRST!!!

    PROTETOR DE CU DOS COMEDORES DO CU DE FIRST ATIVAR!!!

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  2. lucas aqui
    muito bom amigo kanino o/

    /o minduin vai ficar puto por eu ter sido o first eaheaueahea

    enfim, espero que o proximo texto seja bom tambem \o/ /PERSONA 4 OU DEVIL SURVIVOR, APOSTO!

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  3. DS!DS!DS!DS!

    um dos únicos que joguei,mais é o melhor(considerando que eu só joguei DS e SJ T.T)

    e Kaum quando irá falar sobre PW???

    cara eu to gostando desse jogo cada vez mais,e seria legal uma matéria sua sobre ele


    e Lucas

    try again [2]

    heaheahehea

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  4. cara..
    PW axo q soh vou falar qndo eu zerar todos..

    pq eles são meio curtinhos...ai ja vou juntar todos e emendar um especial...

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  5. eu só posso te dizer uma coisa sobre PW...


    trails and tribulations é o melhor,depois vem o primeiro e o justice for all é o piorzin,só é legal o último caso os outros naum merecem nem estar na série.


    bem comentários ramdom a parte,qual será o tema de seu próximo texto??

    diga que será sobre o DS?:3

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  6. ahm..ainda estou pensando...

    huauha

    mas tem a ver com smt


    hauhauhau


    cara..
    um q deve ser bom eh o do miles..esse deve honrar a série ace attorney

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  7. se naum viu

    eu vi umas cenas e naum parece taum bom assim naum

    naum sei se nele ele é um promotor ou ele deu um geito de virar um advogado de defesa

    só sei ue tem bastante diferença dos outros

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  8. Sobre SMTII: Segundo a Gnose o mundo material foi criado por Yaweh, um demiurgo (e não o verdadeiro Deus) que construiu este mundo como uma espécie de prisão para o espírito. Assim, dentro da visão gnóstica, Jaweh está mais para um demônio mesmo que para Deus. Estou baixando o jogo, parece legal.

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