Desocupados que passaram por aqui

domingo, fevereiro 07, 2010

Shin Megami Tensei Nocturne : Abandonai as esperanças, ó, vós que entrai



E nenhuma história é mais simples que a desse jogo. Sério. Espera um pouquinho que eu já falo dela.

(E hoje vai ter gente pirando com esse texto)
Finalmente eu vou falar sobre essa incrível (e incompreendida) saga: Shin Megami Tensei.

O quê? Você não sabe o que calhamaços é essa série?

Não se acanhe, pois ela não é muuuuito conhecida no ocidente.

Acontece que essa série é lá da terra do Godzilla, e mesmo lá ela é meio obscura. Ela é como se fosse um filme “underground” e Cult, ao passo que Final Fantasy seria um blockbuster.

E o que torna essa série tão obscura e desconhecida aqui no Oeste?





Demônios. Pura e simplesmente demônios.

Acontece que a premissa dessa série, desde seu comecinho lá no Famicon, é colocar pessoas comuns (geralmente estudantes), numa trama apocalíptica envolvendo demônios e pactos com os mesmos (já falo mais disso).

E como se não bastasse, a inspiração para esses demônios (antes de mais nada, “demônios” aqui se referem a qualquer tipo de entidade, e não só o Tinhoso) vem das diferentes religiões e culturas que existem.

Essa série tem de tudo: entidades do xintoísmo, budismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo e, pra coroar, do cristianismo.

E nem preciso dizer que qualquer coisa envolvendo cristianismo (principalmente quando te dão a possibilidade de se opor a Deus) não é muito bem vista no Ocidente. E, por isso, essa série não passou por aqui por um bom tempo, e quando vinha, vinha tão censurada que até dava vergonha.

Mas eis que surge a Atlus e seus colhões titânicos do tamanho de melancias gigantes e resolve que já estava na hora do ocidente provar o gostinho de um bom e velho J-RPG.


E por isso seremos eternamente gratos.

Comecemos a falar desse jogo então.

Ele seria o terceiro jogo da série (ele recebe, no oriente, o título de Shin Megami Tensei III), mas ele possui tantas versões e nomes que acho melhor deixar por isso mesmo. A versão aqui do ocidente é uma versão “director’s cut”, com extras e um novo final. Ou seja, não estamos perdendo nada pros nipônicos.

E a história do jogo... bem..

Ela é o seguinte:



O mundo acabou.

Pronto.

Só isso.



Simples. Preto no branco.


Nada de “vamos salvar o mundo das forças do mal”. Tanto por que, não existe mais mundo.

Não falei que a história era simples?

Só pra ter o que fazer, tem só mais um pouquinho de história.

Enquanto o mundo ainda existia, você (que não tem um nome definido, bem característico de j-rpgs) vai, junto com 2 amigos, até um hospital visitar uma professora que foi internada. Chegando lá vocês descobrem que está tudo vazio, e que sua professora, junto de outro cara, planejam “resetar” o mundo.

“Planejam” dá a entender que tem jeito de impedir, mas não há! O plano deles dá certo e tudo acaba, e os únicos humanos que sobrevivem são os seus amigos, sua professora, e um ou outro que se encontravam no hospital escondidos nessa hora.


Você leu certo. O seu personagem não sobrevive.


...

Pelo menos não como um humano..



Acontece que ele é escolhido por um certo sujeitinho (que não vou falar quem é) para receber os poderes de um demônio. E, sendo assim, ser o responsável de escolher o destino do mundo.

Isso aí: o mundo acabou e VOCÊ decide o que fazer dele!



Você passeia pelo “Vortex World” (uma espécie de mundo transitório), encontrando demônios e decidindo o que fazer do mundo.

Isso já dá a entender que há muitos finais para o jogo.

É possível escolher criar um mundo onde só os fortes têm vez, ou uma utopia, ou recriar tudo como era antes, ou até se juntar ao “patrãozinho” e se opor a criação, acabando com tudo de vez.

Vai falar que você não se arrepiou agora?

Apesar da gama de possibilidades, você há de convir que a trama é bem simples...


...


...E NÃO HÁ VIAGENS NO TEMPO!! GRAÇAS AOS CÉUS!!


Muita gente reclama que esse jogo carece de desenvolvimento dos personagens. Mas, convenhamos, O MUNDO ACABOU!!

Provavelmente essa galera que reclama disso deve ter assistido Evangelion demais...


AAAAAAAAAAARGH!!

Seria um pouco estranho as pessoas se preocuparem com suas motivações, seu passado ou suas relações quando eles estão vivendo num “mundo” dominado por demônios tendo que lutar pra sobreviver.

Além do mais, o personagem principal virou um demônio encarregado de escolher o futuro do universo. Ele tem outras prioridades... tipo.. combater o panteão nórdico usando apenas uma calça e sapatilhas, sem esboçar reação alguma...

O jogo consiste em andar pelo mundo destruído e começar a se informar de o que tá acontecendo, quais são as facções e o que cada uma deseja fazer com o mundo.


Em suas andanças você encontra diversos demônios, e é até possível “contratar” eles. E aí que está a essência da série.

Durante as (muitas) batalhas, que são apenas contra demônios, você pode falar com eles e tentar convencê-los a se juntarem a você, e criar seu próprio exército de seres super-poderosos.

Além de recrutá-los, há outros meios de fazer com que um demônio entre no seu grupo. Pode-se criar eles. Há um lugar no jogo, a Cathedral of Shadows, onde é possível “fundir” dois (e as vezes 3) monstros que você tem no seu grupo para criar um novo, mais forte.

Outro jeito de se conseguir certo demônio é evoluindo algum que você já tem.


É...


Que nem Pokémon..



UM POKÉMON FROM HELL!!

Chegando em um determinado level, seus monstrinhos podem evoluir para uma forma mais poderosa (desde que o level deles não ultrapasse o seu), como a bela Lilim virar a poderosa (e máscula) Lilith.

Há uma tonelada de demônios a serem recrutados ou criados, e aí que reside grande parte da graça de todo o jogo. O design deles é muito bem feito, e completar sua “coleção” se torna muito divertido, principalmente por que é possível ver sobre a história de cada entidade.

E é sempre legal saber um pouquinho mais sobre figuras folclóricas e divindades.


As batalhas ocorrem por turnos, e você controla seu personagem e seu grupo de demônios (mais 3), podendo atacar, usar itens, habilidades, fugir ou conversar com o inimigo.

Os inimigos têm fraquezas e resistências. Ao acertar um ataque ao qual o inimigo é fraco, você ganha um turno extra pra continuar massacrando ele. Se você usar um ataque o qual ele drena, anula, esquiva ou repele, você perde um turno.. e aí é a vez dele te atacar...


Só que você e sua equipe também tem fraquezas. E aí começa os problemas.


São poucos os demônios sem nenhuma fraqueza, e são muitos os inimigos que vão tirar um enorme proveito disso.

Facilmente você irá ver sua party sendo devastada por ataques consecutivos só por que UM do seu grupo é fraco ao elemento do ataque do seu inimigo que atinge todo mundo. E, quando chegar sua vez de jogar, você irá ficar num terrível dúvida, se você recupera sua vida, revive quem morreu, invoca outros monstros, foge, ataca, chora, grita... Estratégia é tudo aqui.

E, falando nisso, o jogo é cruel.


BEEEM CRUEL!


MUUUUUITO CRUEL!!!

Há muuuitas batalhas (que são ao estilo “encontro aleatório”). Tem horas que a cada 3 passos você vai entrar em uma batalha, e todas tem o potencial de ceifar sua vida. E ainda há inclusive batalhas dentro das cidades. Não há lugar onde você esteja seguro!

O lugar onde se recupera a vida e o local de save não são o mesmo, e há vezes em que você acabou de recuperar a vida de toda a sua party, e quando você vai entrar no save point aparece um monstro super forte que te mata. Legal hein?

Pra piorar, há algo chamado Kagatsuhi, que é como se fosse “as fases da lua”. Ele possui vários efeitos, mas o mais importante é que, quando ele está em FULL, os inimigos ficam mais violentos e as chances de aparecer reforços para eles são maiores (o que chega ao cúmulo – como já aconteceu comigo – de 5 lutas seguidas).

E como a cerejinha no topo desse sorvete de catástrofes, as dungeons são absurdas.
TODAS elas são labirintos cheios de becos sem saída, com quebra-cabeça injustos, atolados de monstros, save points escassos e distantes e bosses grotescamente difíceis que te obrigarão a dar seguidos loads no seu último save.

Tem poucas coisas nesse mundo que são mais frustrantes do que passar 2 horas evoluindo e deixando sua party fortíssima e morrer procurando um save point.

Sério, esse jogo tem tudo pra te causar problemas cardíacos.

E psicológicos...


E renais...


E digestivos...

Enfim..



A parte gráfica do jogo é muito competente, com belos gráficos, um bom char design, e um clima bem sombrio, que fica perfeito no jogo.

A parte sonora do jogo é boa. Há músicas muito boas (como de costume) e memoráveis, que possuem um certo peso, que também aumenta o clima sombrio do jogo.

O único problema é a falta de vozes. Isso é realmente muito triste, considerando que até joguinhos do psone tinham vozes, e mais decepcionante ainda depois que vemos o incrível trabalho de dublagem que a Atlus faz, principalmente em trabalhos mais recentes, como na Série Persona e em Odin Sphere.



Reeesuuumiiindooo:

Esse jogo é demais.

Ele possui diversos finais e um grande número de demônios a serem recrutados (aumento o replay value). Além disso a jogabilidade e a parte técnica não deixam a desejar (tirando a falta de vozes), e, mesmo o jogo sendo extremamente difícil (um dos mais difíceis que eu joguei em meus curtos 20 anos de vida), o desafio só te impulsiona a tentar se superar...
...tudo bem que as vezes a dificuldade vai é te impulsionar pela janela do quinto andar...mas tá valendo.

AVALIAÇÃO: Prepare-se para suar sangue, por que esse jogar esse jogo é uma OBRIGAÇÃO!!

Sério, se você não jogar esse jogo eu vou ficar muito bravo com você...

E você não vai querer me deixar bravo...


Se serve de motivação extra, olha quem faz participação especial nesse jogo:


É... ele mesmo..

E se você não sabe quem diabos (ou quase isso) é ele, espere o próximo texto..


(e se você sabe quem é...espere também..oras..eu sei que vocês não tem nada melhor pra fazer mesmo)


Tenham um bom dia!

9 comentários:

  1. kaum,muito foda, gostei muito champz
    so podia ter comentado sobre a dificuldade hard xD
    mas parabens \o/

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  2. eh..eskeci de falar q o jogo ja eh foda no "normal"..e q no hard ele eh impraticavel...

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  3. Ótimo texto Kaum... deu pra ter bem uma noção de como esse jogo éh infernal.. hehehe..

    e..

    PORRA!!! ÉH O DANTE!! *-*


    LET'S ROCK IN THE NEXT TEXT!! \o/

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  4. PORRA KAUM

    PARA DE POSTAR ENQUANTO EU TO OFF

    ASSIM EU N PEGO O FIRST

    FIQUEI O DIA TODO NA CASA DA MINHA AVÓ

    EH INJUSTIÇA

    SOU TEU PARCEIRO

    TEU URUBRÓDI
    E TU ME SACANEIA ASSIM???

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  5. Ahh vá..

    O first nem tem importância..

    Desde que vC leia os textos e comente jáh táh bom diimais... xD

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  6. Firsts correm o risco de ter o cu comido nos comments posteriores.....

    Por isso eu nunca sou o first...xD

    E É O DANTE DO DEVIL MAY CRY NAQUELA FOTO, CACETE!

    Foi ele quem me serviu de motivação pra jogar a versão de Playstation 2 de Viewtiful Joe, e ele provavelmente também vai me ser minha motivação pra jogar SMT Nocturne.

    Assim que eu concertar essa porra de ps2...

    Algum dia, talvez...

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  7. tbm joguei o viewtful joe (soh q o do psp) por causa dele..
    ..ta bom q o jogo num era bom..mas...porra..
    TEM O DANTE!!

    todo jogo tinha q ter ele...ateh um sobre segunda guerra..ou de dança...sei la...

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  8. Shin Megami Tensei é uma série muito boa. Eu só acabei conhecndo a série pois eu soube que um dos jogos tinha o Dante.

    Pena que vendi meu PS2, e meu Playstation 3 infelizmente só roda jogo do formato PS3. Sera que é verdade os boatos sobre o Shin Megami Tensei: Persona 5 pra PS3? Se for juro que vou virar este jogo o número de vezes que eu virei Metal Gears Solid 4 (quatro vezes, sendo que a quarta foi quase recompensada com a meçhor medalha do jogo). Por pura falta do que fazer, e também pra mostrar pros meus amigos que os não Nerds também podem jogar Video-Game bem.

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