Desocupados que passaram por aqui

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Atelier Iris 3: sintetizando clichês


E nunca você descobriria que eu ia falar desse jogo hoje.

Sério: quantos de vocês conhecem esse jogo?


Tá, e quantos de vocês conhecem e não fui eu que falei desse jogo pra vocês?



E quantos de vocês realmente jogaram esse jogo?




Como agora não deve ter mais ninguém lendo aqui, eu espero vocês voltarem.





...

Pronto?
Ótimo

Esse jogo é meio “underground” mesmo. Eu conheço poucas pessoas que já o jogaram.

E o pior: caso você não tenha notado, tem um 3 do lado do nome do jogo.
Ééééé... Ele não ta ai de bobo não, tá?
Ou seja, por falta de um, tem 3 jogos desse.

Tá. Eu nunca joguei os outros dois, mas, diferente do jogo passado, esses jogos não tem ligação direta. É quase como se fosse um Final Fantasy (mantidas as devidas proporções).


A história gira em torno de dois personagens, Edge (um cara meio fechado, de cabelo espetado e uma espada grande...eu acho que já vi isso em algum lugar...) e Iris, uma alquimista meio bobinha e desastrada (huuum..personagem feminina...desastrada... não...não me lembro de nada). Eles trabalham para um guilda, fazendo vários “bicos” por aí.

Um dia, eles descobrem sobre um livro mágico, que, se aberto, concede um desejo ao felizardo. E calhou de que quem tem esse livro é ninguém menos que a Iris.

Coincidência? Pff...

E a base da história é isso. Eles procuram um jeito de abrir esse livro.

É claro que conforme o jogo avança, aparecem mais pessoas em busca desse livro, como duas irmãs com pouca roupa (uma durona e uma outra pateta – isso lhe soa familiar? – com o que parecem ser....orelhinhas..que nem uma coelhinha...), um cara durão e “fódon-máster” de cabelos brancos, que é meio que um rival de Edge (....essa eu deixo passar) e um professor/bibliotecário mulherengo ( me abstenho de comentar).



Já deu pra perceber que a história do jogo não ganha nenhum prêmio, e que os personagens têm tudo um ar de “eu já vi isso antes hein..você não me engana”. Mas dê uma folga, vai. Ninguém joga esse jogo.

Mas, como diz o velho ditado, “Se vai copiar, copia direito PORRAA!!”, esse jogo acaba fazendo bom uso desses clichês, e, se a história não te prender, pelo menos você vai ter a impressão de estar assistindo um daqueles animes antigos.

E, por falar em anime:


Dá uma olhada nos gráficos.

É.

Não vou falar que eles são lindos, belos, e inovadores.

Mas também não vou falar que são mal-feitos, feios, e bobos.


Nãããão.
Eles são bem legais, tem bastantes detalhes (não absurdamente detalhado como Odin Sphere) e ajudam na construção de um climinha “to assistindo desenho”. É claro que eles não são soberbos, e você fica com a impressão que eles podiam ter exigido um pouco mais do hardware do PS2..maaaas, mesmo assim, o jogo agrada aos olhos.


E JOGOS NÃO SÃO FEITOS DE GRÁFICOS!!




(bem..tecnicamente, eles SÃO feitos de gráficos..mas você me entendeu...)

E JOGOS NÃO SÃO SÓ FEITOS DE GRÁFICOS!! (melhorou?)

E pra comprovar isso, o jogo conta com uma ótima jogabilidade.



Grande parte do jogo se passa fazendo trabalhinhos para a guilda. E, conforme você faz um certo número de trabalhos, você avança na história, mata chefes, e vai fazer mais trabalhos.

Parece repetitivo (e é), só que ai reside a longevidade do game. Há muitos tipos de trabalhos (matar certo monstro, investigar algo, procurar um item, sintetizar algum outro...) pra fazer, e dificilmente você vai ficar zanzando por aí sem saber o que fazer. Além de que, se você fizer todos os trabalhos, você abre o final verdadeiro (é..não sei ao certo...ainda não zerei esse jogo).


Há um sistema de sintetização de itens no jogo. Indo para a oficina da dupla é possível ficar criando vários itens (desde que você tenha as receitas – conseguidas nas missões, ou explorando por aí, ou tentando trocar um ingrediente aqui, outro ali...). Esse é o coração do jogo (na minha humilde opinião). Sem a síntese de itens, é quase impossível avançar no jogo.

Com ela, é possível criar itens mais fortes, com diferentes efeitos, que acabam tornando a vida de seus inimigos um pesadelo. Além do que, só depois de sintetizar um certo número de itens que as habilidades de Iris evoluem (afinal, ela é uma alquimista, oras bolas).


Pra coroar, há diversos tipos de “armas” para os seus personagens (Edge e uma outra. A Iris só tem um tipo de arma). Essas armas são conseguidas depois de derrotar bosses extras (Manas), que fazem um pacto com Iris e emprestam seu poder para os outros dois, além de poderem ser invocados pela Iris. Cada tipo de arma tem uma característica, tipo, uma é pra buff, outra é pra ataque pesado, outra pra ataque rápido, etc, etc...

Além do fato de as luta com as Manas serem as mais memoráveis do jogo (como a do Shadow Stalker, que vai te fazer arrancar um ou outro fio de cabelo – ou testículo), a diversidade de tipos de arma serve como um leque de opções para você decidir qual é mais seu estilo.

O único “problema” é que só é possível trocar de estilo antes de sair pra explorar os dungeons. E aí, por exemplo, se você pegou o estilo ninja do Edge (alta velocidade, baixo ataque) e for lutar contra um tremendo de um monstrão de pedra, você vai só ficar tirando lasquinhas da vida dele e a luta vai demorar um pouco. Então é sempre bom pensar numa estratégia antes de sair por ai desbravando o mundo com certa arma.


As batalhas são difíceis de explicar.

Elas funcionam por “turnos”, e cada turno é indicado por uma carta com o rosto do personagem posicionada numa linha. Cada ação consome certo tempo, o que faz com que a carta desse personagem vá mais, ou menos pro fim da fila, e a ordem das ações seguem a ordem dessa fila.

Isso faz com que haja habilidades que “derrubam” seu inimigo pro fim da fila, atrasando o turno dele, ou que multiplique o número de cartas do seu personagem na fila, fazendo com que ele tenha mais ações seguidas.

Na sua vez de atacar, é possível escolher atacar, usar habilidades, itens, defender, fugir..essas coisas de costume.

Em baixo da tela, há uma barra de Burst, que se for cheia (você ataca = enxe, você apanha = esvazia), entra em um modo especial em que todas as suas habilidades tiram mais (ou recuperam mais), mas que acaba com o tempo.

Não há barra de SP (ou MP...magia). A barra pra usar habilidades é conjunta. Todos os seus personagens usam a mesma barra, e se ela acabar na vez daquele seu personagem que você tava esperando a pra liberar aquele ataque que ia matar o chefe..bem..ai você se ferra.

Porém essa barra se carrega sozinha, seja você apanhando, batendo, ou com o tempo, e dificilmente você vai se ver sem poder usar alguma habilidade (isso se você tiver um pingo de estratégia né).


A exploração dos mapas nesse jogo é um pouco diferente. Você fica na cidade, onde há as lojas, a guilda, e outras coisas. Para ir para os “dungeons” você vai em portais espalhados pela cidade (no começo só há um dungeon, mas conforme o jogo avança aparecem mais). Ai que a coisa fica diferente.

Você pode ficar zanzando pelas áreas por um determinado tempo. Quando esse tempo se esgota, você automaticamente volta pra cidade (é também possível selecionar a opção pra voltar imediatamente pra cidade no menu). Há itens espalhados pelas áreas que aumentam esse tempo. As batalhas também consomem esse tempo, e quanto mais rápido você matar os inimigos, mais tempo lhe restará.

Ao sair de uma área você recebe uma pontuação para ela. Atigindo certas quantidades de pontos você vai ganhando itens, receitas, etc...

Nos dungeons também é possível plantar sementes (que depois de um tempo dão ingredientes), pescar (também consome tempo), quebrar pedras e derreter gelo para abrir novas passagens, derrubar itens de árvores.... Tem bastante coisa pra fazer (e algumas dessas coisas rendem pontos extras na hora da contagem).

As músicas do jogo são boas. Não chegam a ser muito memoráveis, mas cumprem bem o seu papel. Não atrapalham e as vezes até ajudam. De cara, assim, só lembro da música de abertura (que é muito boa...eu diria o nome aqui se eu soubesse – é impronunciável o nome da banda) e a da tela inicial.

A dublagem é boa, as vozes caem bem nos personagens, e é possível escolher a dublagem yankee ou a japa. Particularmente eu não conheço nenhum dos dubladores, mas se eu ouvir a voz deles em outro jogo eu irei lembrar.


Reeescrevendo tudo em poucas palavras:

Apesar de o jogo ser lotado de clichês, com uma história não muito interessante, ele acaba se tornando uma boa pedida devido a jogabilidade, que mesmo sendo repetitiva, tem o seu charme. É difícil não passar horas procurando aquele ingrediente pra fazer aquele item que precisa para aquela missão.

AVALIAÇÃO: esse jogo merece uma chance.

Há também várias outras séries de jogos da Gust que tem o mesmo estilo, a série Mana Khemia por exemplo, que também tratam de alquimia (e também são recheados de clichês). Ou seja: também são bons jogos...um dia eu falo deles....

E já que eu to falando de alquimia e tra la lá..no próximo texto vou falar de alquimia também.



De um anime sobre alquimia...



Agora tá fácil hein? Quem descobre sobre o que eu vou falar?



Dã....
Tenham um bom dia!

10 comentários:

  1. PQP PQ VC NAO ME FALOU DESSE JOGO ANTES CARALHO???EU ATRAS DE UM JOGO PRA COMPRAR E VC NAO ME FALOU Q TINHA UM JOGO TAO FODA COMO ESSE

    ps. esse jogo me lembrou .hack em muitos aspects

    ps.[2] full metal alchemist

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  2. tbm me lembrei de fairy tail e ragnarok manga

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  3. legal, mas n encheu meus olhos

    ps. escrevendo cada vez melhor lk

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Legal o jogo...

    A parte lá de ter q fazer missões e tals lembra Final Fantasy Tatics.. e a parte gráfica e tudo mais me lembrou bastante MMORPG's e jogos infantis como Ragnarok online e Grand Chase... =]

    Btw.. belo review Kaum... táh de parabéns champz.. o/


    E q venha o próximo texto!! E se for tão bom quanto os q tu jáh escreveu atéh aki, vai ser uma "Troca Equivalente" entre seus seguidores maninhu.. huahuhauahu... =]

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  6. E ainda espero por um texto sobre Final Fantasy.. ow DMC... ^^

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  7. ff e dmc ja estão em planejamento..
    num futuro proximo eu faço eles
    hehehe

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  8. e eu digo "encher os olhos!" eh meio questõ pessoal..pq eu particularmente adoro grafico assim..desde q joguei ragnarok

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  9. Só pra constar q faz engenharia quimica... e ainda assim tem mto tempo livre... tá fácil então... Se fosse civil, não era assim não ;P

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