Desocupados que passaram por aqui

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Tales of the Abyss: um anime interativo..ou quase isso


Eis então que você, caro leitor, após descobrir que meus textos tem ligação um com o outro, vem aqui se perguntando o que eu poderia escrever que se relacionasse com .hack//G.U.. Aí então, vendo que vou falar sobre Tales of, você se pergunta: “o que diabos ta passando na cabeça deste indivíduo?!?! Onde ele ta vendo ligação entre esses dois jogos? Eles tem a mesma temática? NÃO! Eles são do mesmo criador? NÃO (pelo menos eu acho que não)! O que, além da mesma produtora (Bandai Namco) esses jogos têm em comum, meu deuls?!?!”

Ah.... Não se irrite... Pelo menos para mim, esses jogos são intimamente ligados. E como é MEU blog, eu vou escrever sobre Tales of the Abyss. “TAKE THIS!!”



Veja bem: os dois jogos têm versões anime. Tá. GRANDE COISA! Mas isso não é tudo. Esse jogo eu conheci um pouco antes de .hack. De fato, esse foi o meu jogo anterior a .hack. Depois de terminar esse jogo, através de outras pessoas que também o jogaram que eu acabei conhecendo .hack.

Aí que vem uma ligação.

A outra? Huuuum... Lembra no “artigo” passado que eu falei da dublagem de .hack? Tales of the Abyss foi o jogo que me apresentou a maioria desses dubladores. Quando o Haseo começou a falar, eu já pensei “Caraaaaca meu! É o Luke!”. Aí aparece o Kuhn e eu piro. “Vixe! É o Guy!!”. Ai eu comecei a ouvir várias vozes conhecidas por aí, ai eu endoideci....

Tá. Posso estar forçando um bocado, mas depois de jogar TotA e me acostumar com as vozes, jogar .hack e ouvir as mesmas vozes acabou me marcando bastante.

Sem mais demoras, lhes apresento Tales of the Abyss!


Pros desavisados, “Tales of” é um série de longa data vinda lá da terra do Sol nascente. Ela conta com vários jogos (dos quais eu só joguei esse. Tá. Meu repertório de games é bem diminuto) e esse é um jogo especial feito para comemorar os (checando o wikipedia...) 10 anos da série.

A história gira em torno de Luke, um rapaz da nobreza que, diga-se de passagem, é um mimadinho do pior tipo. Bem, alguns podem usar o fato de ele não poder sair de casa e ser superprotegido pela mãe como desculpa para isso, mas é tudo mimimi. Ele é um saco. (tudo bem que é tudo por culpa de que ele foi seqüestrado pelo reino inimigo, e foi encontrado sem memória – e provavelmente sem roupas também.)

Já que eu mencionei esse papo de reino inimigo, é hora de um pouco de história (do game, claro).
Basicamente, no “mundo” (ou continente, sei lá) do jogo há dois reinos (Kimlasca – de onde o Luke é – e Malkuth – o outro ) que brigam entre si mais do que irmãos pra ver quem vai no banco da frente do carro. Isso é tudo que você precisa saber por enquanto.

Entendeu até agora? Ótimo.

Voltando ao Luke.


Um dia, depois de acordar (putz...por que todo RPG começa com alguém acordando?) com uma baita dor de cabeça e depois de ouvir vozes – algo normal na sua vida pós-sequestro – Luke vai encontrar seus pais na mesa de jantar, onde eles estão discutindo com um monte de gente algo sobre um Fon master (tipo um líder da..hum..”religião” (é...ta me faltando palavras boas..)) desaparecido e um tratado de paz. Bla bla bla. Luke vê que seu professor, Van se encontra a mesa e, como paga um pau tremendo pra ele (sério, ao decorrer do jogo fica claro isso) pergunta se ele pode dar aulas agora. Faltou mencionar que são aulas de espada (por que toda criança em jogo de RPG tem aula de esgrima? Meu deus do céu! Os pais de protagonistas devem ter um grupo secreto que visa criar um exército crianças super poderosas para dominar o mundo dos games..... o que será que essas crianças ganham de Natal? Duvido que sejam ursinhos de pelúcia).

Enfim. Conversa vai, conversa vem, Luke e Van vão (ficou feia essa frase né? Malditos sons!!) para o quintal brincar de espada, e lá encontram Guy, o amigo/mordomo/guarda-costas de Luke. Rola um tutorial e do nada um garota misTEARiosa (adoro trocadilhos) aparece do nada pra assassinar o Van. De novo por pagar um pau tremendo pro seu mestre, Luke bloqueia o golpe da garota e algo estranho acontece e os dois (Luke e a invasora) são teletransportados pra algum lugar beem longe.

Após apresentações (a garota se chama Tear – entendeu o trocãodilho?- e é irmã do Van) e várias demonstrações de como Luke é um SPOILED LITTLE BRAT!! os dois acabam chegando em um vilarejo, onde eles descobrem que estão em Malkuth. Após várias confusões que não vou falar pra num me estender mais do que já fiz, os dois acabam nas mãos de um general desse reino (Jade, que faz o papel do cara maneiro, misterioso e ... maneiro do jogo).

O começo da história é esse.

Parece pouco promissor, mas há tantas reviravoltas, personagens, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que você se sente assistindo um anime.

Falando nisso....

Os gráficos são bem bonitões. Tudo tem aquele ar de anime, principalmente os personagens, com suas expressões faciais exageradas e cabelões coloridos.
É tudo bem detalhado. Os cenários são bem amplos, os dungeons bem-feitos, e os inimigos são bem... ahm..”anime”.

Cara..como eu adoro cell-shadding.

O som também é um colírio para os ouvidos..
AHM?!?!

As músicas são muito boas (desde a de abertura, até as de batalha comum) e casam perfeitamente com os momentos do jogo.
A dublagem é um show a parte. Afinal, foi o que me marcou tanto que eu carrego até hoje preferência por certos dubladores. As vozes caem muito bem nos personagens, e eles passam a dose certa de personalidade. Claaro, num é algo tão absurdamente bacana que nem uns trabalhos da Atlus que tem por aí (*cof cof* persona *cof cof*), mas eles tem seu mérito.

Com exceção do Mieu.

Como eu odeio essa criaturinha fofa da voz irritante!!!!

AAAAAARGH!!!


A jogabilidade é bem característica da série “Tales of”.

Ta bom. Como nem eu joguei mais nenhum jogo da série eu explico.

As lutas são em tempo real. Os personagens se movimentam em 3D, há botões para fazer ataques simples, para se esquivar, defender, atalhos para usar suas habilidades e as de sua party. Existem certas habilidades especiais que, se realizadas, mostram uma cena bem legal de seu uso (como o “Razing Phoenix” ai do Guy), e que, de quebra, arrancam um belo naco da vida dos inimigos.
Há também uma mecânica bem interessante para a evolução dos parâmetros de seus personagens. Porém não vou entrar em detalhes por que ela é bem complicada e vocês não entenderiam.

...

Ta...eu admito... eu que não entendo bulhufas...

Certo..

Honrando o gênero, há diversas sidequests pra fazer, itens para colecionar, roupas para seus personagens, e até um boss extra que vai te fazer odiar o mundo e a vida, e cair em posição fetal e chupar o dedo chorando pela mamãe.

Não que isso tenha acontecido comigo, claro...

Além do que também é possível zerar várias vezes seguidas, abrindo novas dificuldades, carregando level, itens, habilidades, dinheiro e um monte de outras coisas através de suas diversas jogatinas. E precisa falar que assim o replay value desse jogo é absurdo?!?


Trocando tudo por miúdos:

CAAAARAAAA!!
Esse jogo é demais....
Sério!!
A história, os gráficos, os personagens cativantes (até o Luke tem seu carisma de burguês), a jogabilidade, os extras, a parte sonora. Praticamente TUDO nesse jogo é “from the cock”(do c#@$&).

Se você nunca jogou ele, ou se ele ta lá, jogado na sua estante esperando sua vez, faça um favor a si mesmo e jogue ele. Dificilmente irá se arrepender.
Ah é! E tem um anime (que eu já falei) e um mangá desse jogo por aí... eu ainda não os vi por inteiro, mas a qualidade é boa (pelo menos do anime).

Avaliação: EU SOU GRATO A COMUNIDADE DO OKRUT QUE ME APRESENTOU ESSA PÉROLA!!

Tenham um bom dia!!

5 comentários:

  1. PORRA Kaum!!

    Tu táh escrevendu cada vez melhor maninhu... e o principal: da forma mais descontraída possível!! CARALHO!! ^^

    Muito bom artigo/ texto/ dissertação/whatever cara...

    Nunca joguei TotA.. mas gostei Pá Karáleo do texto e da história e tals... =]

    Parabéns champz... o/



    ps: ainda espero um artigo sobre FF hein maninhu... ^^

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  2. cara

    ta faltando as duas coisas mais importantes

    1ºum review sobre kh

    2ºpropaganda da (minha) nossa comunidade

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  3. e tenho mais alguns jogos pra vc fazer review q eu indicaria

    okami
    klonoa
    bleach 2
    persona
    onimusha

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  4. KH ja vai ser o próximo texto....
    persona ainda vai demorar um pokinho..
    FF eu vou fazer um textinho bacana sobre a compilação do 7
    esse bleach 2 seria o soul carnival?
    onimusha nem curto
    klonoa e sly nem conheço..

    mas valeu ai "leitores"
    hehehe

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